segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Para especialistas, garantir alimentos a todos é um dos desafios do mundo

Segundo a FAO, ideal é estimular as atividades dos pequenos agricultores por meio de cooperativas agrícolas
Um dos desafios do mundo com sete bilhões de pessoas é garantir alimento a todos, segundo especialistas. De acordo com a Organização das Nações para Agricultura e Alimentação (FAO), o ideal é estimular as atividades dos pequenos agricultores por meio de cooperativas agrícolas. Os projetos ganharão o apoio da FAO, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Segundo a FAO, as cooperativas em todo o mundo reúnem mais de 800 milhões de integrantes e geram cerca de 100 milhões de empregos. Em geral, essas instituições se envolvem em agricultura, silvicultura, pesca e pecuária.

No Brasil, as cooperativas foram responsáveis pela geração de 37,2 % do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola e de 5,4% do PIB global em 2009. O Fida trabalha com cooperativas agrícolas no Nepal (na Ásia), em centros de desenvolvimento de cabras. Nas Ilhas Maurício (no Oceano Índico), cooperativas respondem por mais de 60% da produção nacional de alimentos.

As agências da ONU com sede em Roma informaram que, no próximo ano, vão intensificar o apoio às cooperativas agrícolas com benefícios econômicos.


AGÊNCIA BRASIL

Mundo atinge hoje marca de 7 bilhões de pessoas

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A data de hoje (31) será celebrada em várias cidades do mundo. É o dia em que a população mundial atinge 7 bilhões de pessoas. Os nascimentos de bebês em diferentes localidades simbolizam o marco histórico.

Nas Filipinas, a data já foi comemorada, tendo como símbolo o nascimento de Danica Maio Camacho. Ela nasceu nesse domingo (30), dois minutos antes da meia-noite. Porém, para os médicos, o nascimento deve ser comemorado como se fosse hoje. Atualmente, a expectativa média de vida é 68 anos, nos anos 1950 era 48 anos.

Os especialistas, no entanto, não conseguem determinar com precisão onde nasceu ou vai nascer o cidadão de número 7 bilhões. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até a metade deste século o número vai triplicar. Para a ONU, é fundamental que os governos invistam mais em planejamento no que se refere a alimentos, à água, energia e maior produção de lixo e poluição.

Com uma população de 13 milhões de pessoas, na Zâmbia, no Sul da África, o desafio do governo é o altíssimo número de nascimentos. A estimativa é que esse número triplique até 2050 e chegue a 100 milhões até o fim do século, fazendo com que o país tenha uma das populações que mais crescem no planeta.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa, e da BBC Brasil.

Edição: Graça Adjuto

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Máquinas e veículos de carga para agricultor familiar podem ficar isentos de IPI

Máquinas agrícolas e veículos de carga adquiridos por agricultores cadastrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) poderão ficar isentos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Proposta nesse sentido, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), foi aprovada nesta quinta-feira (27) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para decisão terminativa.

Caso o bem seja vendido à pessoa não inscrita no Pronaf em até cinco anos após a compra, o projeto (PLS 200/2011) prevê que o agricultor familiar será obrigado a recolher o imposto dispensado, acrescido de juros de mora.

Em voto favorável ao texto, o relator, senador Clésio Andrade (PR-MG), disse considerar que o incentivo previsto na proposta contribuirá para reduzir os custos da produção agrícola familiar, segmento relevante para o abastecimento de alimentos para o mercado interno.

Na mesma reunião, também foi aprovado o PLS 632/2007, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que estende os benefícios fiscais previstos na Lei 11.529/2007 a atividades pesqueiras, de produção de óleo de palma, de beneficiamento de castanha de caju e de componentes de calçados, voltados à exportação.

A proposta também facilita o acesso ao regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap). Como relator substituto, o senador Jayme Campos (DEM-MT) manteve voto do relator inicial, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), propondo emendas ao texto para adequar a redação do PLS 632/2007 ao texto atual da lei que a proposta modifica.

Fonte: Agência Senado

Brasil faz a maior doação de alimentos a países asiáticos, africanos e latino-americanos

A Conab realiza esta semana o embarque de 485 toneladas de feijão para o Zimbábue e mais 600 t para a Somália. Ambos os países enfrentam situações de insegurança alimentar e nutricional em razão de adversidades climáticas, como a seca. Também está previsto para novembro o envio de 28 mil t de milho para a Somália e para a Coréia do Norte e de 7 mil t de arroz para a Etiópia. Esse é o maior volume de doações internacionais de alimentos realizados até hoje pelo Brasil.

O País ainda é responsável pelo pagamento do transporte e demais despesas correlatas, que envolvem desde a retirada dos produtos dos armazéns de origem, até a sua colocação nos porões dos navios. Fazem parte deste processo também o controle de qualidade, pagamentos de diárias, viagens e despesas portuárias.

Os alimentos são oriundos dos estoques públicos do governo brasileiro e essas doações são previstas na Lei 12.429/11, sancionada em junho desta ano pela presidente Dilma Rousseff. A Lei autoriza a União a doar estoques públicos de alimentos a outros países, por intermédio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Os beneficiários são: Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Cuba, Sudão, Etiópia, República Centro-Africana, Congo, Somália, Nígéria e Coreia, além dos países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa e da Autoridade Nacional Palestina.Entretanto, por solicitação do PMA, após homologação do MRE/CGfome, outros países poderão ser beneficiados.

De acordo com a lei, podem ser doados até 500 mil t de arroz, até 100 mil t de feijão, até 100 mil t de milho, até 10 mil toneladas de leite em pó e até 1t de sementes de hortaliças. Até o momento os embarques já atingiram aproximadamente 50.000 t. Os produtos sairam dos portos de Rio Grande (RS) e São Francisco do Sul (SC).

Cabe ao PMA definir a quantidade e os destinatários dos produtos. O frete marítimo e demais despesas de transporte são arcados pelos países doadores. Essas operações só podem ocorrer se não comprometerem o atendimento às populações vitimadas por calamidades no território nacional ou as necessidades internas do Brasil. (Antônio Marcos N. da Costa / Conab, com Cynthia Araújo - estagiária/DF).

Após vazamento, Ministério Público Federal no Ceará pede anulação total ou parcial do Enem 2011

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) encaminhou à Justiça Federal ação civil pública pedindo a anulação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana. Outra opção dada pelo procurador da República Oscar Costa Filho é que sejam anuladas apenas as questões que vazaram da fase de pré-teste do Enem por meio de apostila distribuído pelo Colégio Christus, de Fortaleza.

O pedido do MPF-CE, em caráter liminar, ocorreu após a notícia de que estudantes do colégio cearense receberam uma apostila, semanas antes da prova do Enem, que continham 14 questões que foram cobradas no exame. Esses itens fizeram parte do pré-teste do Enem, do qual os alunos do Christus participaram em outubro de 2010.

O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade. Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. A Polícia Federal investiga se houve fraude na aplicação do pré-teste.

De acordo com o procurador, como os alunos tiveram acesso antecipado às questões, o exame deveria ser anulado porque houve violação do princípio da isonomia. A decisão do Ministério da Educação (MEC), divulgada ontem (26), foi de que as provas dos alunos do Christus serão canceladas e eles terão uma nova chance de fazer o Enem no final de novembro.

O MEC informou que vai recorrer, caso a ação seja aceita pela Justiça. Segundo a pasta, o procurador do ministério, Mauro Chaves Filho, e a Advocacia-Geral da União vão reagir à ação “com a procuração de mais de 4 milhões de estudantes que não tiveram problema com a prova”.

Falta de água é o maior entrave para alimentar população crescente, diz Graziano

BBC Brasil

Brasília - O futuro diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, disse que a necessidade de aumentar a produção agrícola para alimentar a crescente população mundial pressionará a busca por recursos naturais, principalmente pela água. Graziano assume o posto no primeiro semestre de 2012.

"A água se tornou o maior entrave à expansão da produção [de comida], especialmente em algumas áreas como a região andina, na América do Sul, e os países da África Subsaariana", disse Graziano, que atualmente é diretor da FAO para a América Latina e foi ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

Segundo Graziano, apesar da pressão sobre os recursos naturais, é possível pôr fim à fome no mundo por meio de quatro ações principais: a aplicação de tecnologias modernas na lavoura (muitas já disponíveis), a criação de uma rede de proteção social para populações mais vulneráveis, a recuperação de produtos locais e mudanças nos padrões de consumo em países ricos.

"Se pudéssemos mudar o padrão de consumo em países desenvolvidos, haveria comida para todos", disse o futuro diretor-geral da FAO. "Desperdiçamos muita comida hoje não só na produção, mas também no transporte e no consumo". Segundo Graziano, enquanto a comida é mal aproveitada em nações ricas, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome em países emergentes.

"Precisamos assegurar que esse 1 bilhão de pessoas sejam alimentadas, que tenham bons empregos, bons salários e, se não pudermos dar-lhes empregos, encontrar uma forma de proteção social para eles."

Graziano ressaltou ainda que que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família no Brasil, atendem cerca de 120 milhões de pessoas na América Latina, ajudando a combater os índices de fome na região. Para ele, o ideal é ampliar essas ações para outros países afetados pela falta de alimentos, especialmente na África.

O futuro diretor-geral da FAO disse também que o estímulo à produção de alimentos tradicionais ajuda a diversificar a fonte de alimentos. "Hoje caminhamos para ter poucos produtos responsáveis pela alimentação de quase 7 bilhões de pessoas. Precisamos diversificar essa fonte, criar maior variabilidade."

Segundo ele, a prioridade dada a alimentos cotados em mercados internacionais tem feito com que a América Latina, por exemplo, venha perdendo a capacidade de produzir feijão – um alimento tradicional altamente nutritivo, produzido a um custo baixo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Segunda etapa de vacinação no RN

Hoje, o secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), Betinho Rosado, e diretores do IDIARN vão abordar a situação da febre aftosa no Estado em uma coletiva para a imprensa. A entrevista será concedida às 9h, no auditório da Sape, que fica na sede da Secretaria no Centro Administrativo.
Após a bem-sucedida primeira fase da Campanha contra a Febre Aftosa, realizada de 1º a 30 de maio deste ano, o Rio Grande do Norte entra na 2ª etapa da imunização do rebanho potiguar. Entre os dias 1º e 30 de novembro, serão disponibilizadas 900 mil vacinas aos criadores, podendo superar a marca de 91,3% do total comercializado no semestre passado, quando foram vacinadas quase 900 mil cabeças. O número representa mais de 10% do índice de vacinação registrado em 2010.
Os pecuaristas poderão adquirir as vacinas nas lojas veterinárias credenciadas pelo Ministério da Agricultura em todo o estado. Na localidade que não houver disponibilidade, principalmente no interior e em regiões mais afastadas, as vacinas poderão ser compradas nos grandes centros mais próximos.
A partir do próximo ano, o Rio Grande do Norte poderá sair da área de risco médio para a área livre da febre aftosa com vacinação. Em 2011, todas as etapas da vacinação instituídas pelo Ministério da Agricultura foram cumpridas, o que torna o comércio do rebanho bovino livre de restrições sanitárias. O avanço no status potiguar em relação à febre aftosa cria novas perspectivas para atividades no estado, como a melhora nos setores turísticos, da saúde, aumentando a segurança para quem visita o Estado, e, sobretudo, na economia.

Fonte: jornal de Fato

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ROUBO DE ANIMAIS: Gustavo Carvalho cobra Patrulhamento Rural da PM na Chapada do Apodi

O deputado Gustavo Carvalho buscou uma solução para o grave problema junto a governadora Rosalba Ciarline, Secretaria de Segurança e Defesa Social, Aldair da Rocha, Delegado Geral de Policia Civil, Fábio Rogério Silva, e ao Coronel Francisco Canindé de Araújo, Comandante Geral da Policia Militar do RN. “Cobrei um patrulhamento rural e um serviço de inteligência nos municípios que formam a Chapada do Apodi, a fim de combater o roubo de animais e assaltos naquela região”, comentou o deputado.


Preocupado com o grande número de assaltos ás propriedades rural dos municípios de Apodi, Felipe Guerra, Baraúna e Dix-sept Rosado, todos encravados na Chapada do Apodi, o vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual, Gustavo Carvalho (PSB), protocolou documentação junto á Secretário de Segurança e Defesa Social, solicitando patrulhamento rural em todas as comunidades rurais afetadas com o problema da insegurança que tem tirado a tranqüilidade do homem do campo.


A solicitação do deputado Gustavo Carvalho foi feita após encaminhamento de pedidos por parte dos pequenos criadores e produtores rurais da região que estão preocupados com a atual situação de insegurança com que passa as famílias que morra no campo.


Quando justificava o seu pleito no Plenário da Assembléia Legislativa potiguar, o deputado Gustavo Carvalho, disse que diariamente recebe em meu gabinete, reclamações de pequenos criadores e produtores rurais da Chapada do Apodi, sobre altos índices de criminalidade, principalmente assaltos e roubos de bodes nas pequenas propriedades da região, que tem tirado o sossego do homem do campo.


“Não preciso aqui destaca que na Chapada do Apodi tem um dos maiores rebanho de caprinos e ovinos do território potiguar, mas os constantes roubos de animais têm feito com que esse rebanho venha desaparecer. Existem relatos de roubos de ate 70 caprinos de uma só vez”, lamentou o parlamentar.


Em toda essa região tem se registrado inúmeras ocorrências de roubo de animais, assassinatos, invasões de propriedades entre outros crimes, daí a urgência em se fazer esse patrulhamento. Devido à falta de segurança no campo, vários produtores rurais já deixaram o campo. Outros já não mais criam caprinos.


“Toda a região vem passando por um grande movimento migratório interno, ocasionando altos índices de violência, a ponto de atingir até mesmo a zona rural daquela região. ASFOCO - Associação de Fomento e Caprinovinocultura, esta organizando uma Audiência Pública para discutir a falta de segurança na Chapada do Apodi, e tem o meu total apoio”, destacou o deputado ressaltando o grande compromisso que tem com o povo da região oeste.


Por Marcio Morais

Tecnologia permite a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos

A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no estado do Rio de Janeiro, apresentou ontem (18/10/11), no município de São Sebastião do Alto, na região serrana do estado, o Tomatec. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela empresa para a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos.

No Sítio Rio Negro, onde foi feita a apresentação, estão plantados 2 mil pés de tomates, cultivados pelos pequenos produtores locais. O evento reuniu técnicos da Embrapa Solos e agricultores das regiões serrana, norte e noroeste do estado.

Segundo o engenheiro agrônomo José Ronaldo Macedo, pesquisador da Embrapa Solos, o tomatec é um sistema de produção que permite utilizar qualquer cultivar ou variedade de tomate. Ele se caracteriza pelo ensacamento das pencas, que garante que o fruto não fique contaminado por pragas nem por resíduos de agrotóxicos.

Não se trata, contudo, de produção orgânica, uma vez que existe, quando necessária, embora em escala reduzida, a aplicação de produtos químicos contra pragas, como defensivos agrícolas ou fungicidas, esclareceu.

Macedo explicou ainda que a tecnologia permite reduzir o custo dos produtores em cerca de 10%, ampliando a produtividade em até 30%. Ele avaliou que a redução no custo é um grande ganho, porque haverá aumento de produtividade e porque a ideia no futuro é que o produtor tenha esse produto valorizado.

A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Solos baseia-se em pontos que podem ser adotados por qualquer agricultor. Um deles é a introdução do sistema de plantio direto, que envolve rotação de culturas, para o solo não ficar contaminado por pragas e doenças que atingem o tomate.

A condução do tomate, ou tutoramento, é feita nessa tecnologia de forma vertical e não inclinada, como ocorre tradicionalmente, o que favorece a criação de um microambiente muito úmido próximo às plantas. Pelo tomatec, o tutoramento é feito com fitilhos que são usados uma vez e, depois, entram na rotação de culturas, como, por exemplo, a ervilha ou o feijão de corda.

Outro ponto reúne o uso da irrigação por gotejamento com a adubação. A essa técnica dá-se o nome de fertirrigação. Na produção tradicional de tomate, os produtores usam mangueira de duas polegadas. "É um sistema muito arcaico. Na fertirrigação, o produtor fica com o tempo de irrigar e adubar liberado para fazer outros tratamentos".

Em seguida, vem o manejo integrado de pragas. Duas vezes por semana, o agricultor percorre a lavoura, analisando um número pequeno de plantas. Ele anota as doenças encontradas e, ao final do monitoramento, quantifica as pragas. "Se houver necessidade, aplica o inseticida ou fungicida". O agrônomo da Embrapa Solos destacou que como as pencas deverão estar ensacadas nessa etapa do plantio, os sacos protegem contra a aplicação de defensivos.

"E os produtores têm a garantia de que vão colher 100% dos frutos, que não são atacados pelas brocas, praga que, nos tomates, causa prejuízo de mais de 50% do plantio se não houver o tratamento adequado", explicou. Segundo Macedo, o agricultor ganha em termos de produtividade com o ensacamento, pelo fato de o inseto não conseguir atingir o fruto. Sem o ensacamento, a perda da lavoura atinge, em média, de 20% a 30%.

No fim de novembro de 2011, a Embrapa Solos realizará um dia de campo em Nova Friburgo para a apresentação do Tomatec.

PARA SABER MAIS

javascript:openWindow2('http://www.cnps.embrapa.br/publicacoes/pdfs/circulartecnica_33_tomatec.pdf');e baixe a Circular Técnica nº 33 que trata das "Recomendações Técnicas para a Produção
do Tomate Ecologicamente Cultivado - Tomatec" (arquivo PDF).

MAIS INFORMAÇÕES

Embrapa Solos
Rua Jardim Botânico, 1.024 Jardim Botânico. Rio de Janeiro, RJ
Fone: (21) 2179-4500
Fax: (21) 2274-5291
Home page: www.cnps.embrapa.br
E-mail: sac@cnps.embrapa.br

FONTE

Agência Brasil
Alana Gandra - Repórter
Graça Adjuto - Edição

Exportações chegam a US$ 202 bilhões e já superam todo o ano de 2010

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) anunciou ontem (19/10/11) que as exportações brasileiras em 2011 chegaram a US$ 202,071 bilhões entre janeiro e o dia 18 de outubro. O resultado supera o valor das exportações em todo o ano de 2010 (janeiro a dezembro), quando foi registrado um resultado recorde. Segundo o ministério, a meta para as exportações brasileiras em 2011 é de US$ 257 bilhões. O número projeta um crescimento de 27% sobre o total exportado em 2010.

No dia 17 de outubro, o ministério informou que, no acumulado do ano, até a segunda semana de outubro, com 198 dias úteis, as vendas ao exterior somavam US$ 199,809 bilhões (média diária de US$ 1,009 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 778,9 milhões), as exportações cresceram 29,6%. As importações foram de US$ 175,898 bilhões, com média diária de US$ 888,4 milhões. O resultado está 26% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 704,8 milhões).

No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 23,911 bilhões, crescimento de 66,4% em relação ao mesmo período de 2010 (US$ 14,372 bilhões). Na comparação pela média diária, o crescimento foi de 63% em relação a igual período do ano passado (US$ 74,1 milhões).

ARRECADAÇÃO FEDERAL TAMBÉM SOBE

A arrecadação federal cresceu em ritmo menor, mas voltou a bater recorde em setembro de 2011. Segundo dados divulgados ontem (19/10/11) pela Receita Federal, a arrecadação somou R$ 75,102 bilhões no mês passado, crescimento de 7,52% em relação ao mesmo mês de 2010, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor é o maior registrado para o mês.

No acumulado de 2011, a União arrecadou R$ 717,568 bilhões, alta de 12,63% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado também descontado o IPCA. Nos oito primeiros meses de 2011, o crescimento real acumulado ficou em 13,26%.

De acordo com a Receita Federal, o aumento da produção, da massa salarial e da lucratividade foram os principais fatores que contribuíram para a alta na arrecadação em 2011. A venda de bens e serviços, que impulsiona a receita dos tributos ligados ao faturamento, aumentou 12,24%, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2010.

E a massa salarial, que influencia a arrecadação do Imposto de Renda e das contribuições para a Previdência Social, subiu 15,84% nos nove primeiros meses do ano. Mesmo com a economia se expandindo em ritmo menor, esses indicadores continuam crescendo.

Outros fatores, no entanto, estão influenciando o caixa do governo federal e compensando eventuais desacelerações do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A arrecadação do parcelamento especial de dívidas com a União, chamado de Refis da Crise, somou R$ 2 bilhões apenas em setembro, contra R$ 1,850 bilhão em agosto. No acumulado de 2011, o parcelamento extraordinário somou R$ 16,2 bilhões.

As altas do dólar e das importações também influenciaram a arrecadação em 2011. De acordo com a Receita, houve elevação de 28,12% do valor em dólar das compras do exterior neste ano. Isso se refletiu em alta real, considerando o IPCA, de 17,55% do Imposto de Importação, nos nove primeiros meses de 2011, e de 11,36% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vinculado às importações.

O reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito da pessoa física e nas operações de câmbio também interferiu na arrecadação em 2011. A arrecadação do imposto cresceu 16,13% no acumulado do ano, também descontado o IPCA.

FONTE

Agência Brasil
Daniel Lima, Kelly Oliveira e Wellton Máximo - Repórteres
Lílian Beraldo e Lana Cristina - Edição