Mas será necessário o constante monitoramento, uma vez que estão sendo realizadas obras de captação de água para abastecer cidades do Alto Oeste e as atividades de criação de tilápia do Nilo em gaiolas.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Barragem de Santa Cruz tem a melhor água.
Mas será necessário o constante monitoramento, uma vez que estão sendo realizadas obras de captação de água para abastecer cidades do Alto Oeste e as atividades de criação de tilápia do Nilo em gaiolas.
sábado, 2 de abril de 2011
FAO: aquecimento global terá efeitos graves sobre a produção de alimentos
Segundo a FAO, as consequências do aquecimento global devem cada vez mais atingir nações em desenvolvimento. A agência exortou os governos a preparar suas populações para estes impactos, investindo em agricultura para que se tornem mais resistentes.
Apesar de ressaltar a importância de lidar com os riscos mais imediatos, o diretor- assistente geral para Recursos Naturais da FAO, Alexander Müller, reforçou que não faz sentido tentar mitigar as mudanças de longo prazo após seus efeitos começarem a ser sentidos.
GENÉTICA
A FAO aconselhou que se crie um banco de gens, porque algumas espécies correm o risco de desaparecer. Além disso, a organização disse ser necessário desenvolver variedades de alimentos melhor adaptadas às condições climáticas futuras.
Com o impacto do aquecimento global na agricultura, os preços dos alimentos tendem a subir, tornando as populações mais pobres ainda mais vulneráveis. A Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico (Escap), revelou que 20 milhões de pessoas foram impedidas de sair da pobreza no ano passado devido à elevação dos preços no setor alimentar.
FONTE
Rádio ONU
Mônica Villela Grayley
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Prefeitura do Apodi adere ao Programa “Balde Cheio”
quarta-feira, 30 de março de 2011
Mais de 1 bilhão de pessoas devem ficar sem água até 2050 nas grandes cidades
Mais de 1 bilhão de pessoas, a maioria vivendo nas grandes cidades, ficarão sem água em 2050. A estimativa é de um estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. De acordo com os cientistas, as más condições sanitárias de algumas metrópoles mundiais agravam o risco para a fauna e a flora.
"Existem soluções para que esse 1 bilhão de pessoas tenham acesso à água. Mas isso requer muitos investimentos na infraestrutura e melhor utilização da água", afirmou o coordenador da pesquisa, Rob McDonald, do centro de estudos privado The Nature Conservancy.
Segundo os pesquisadores, se a tendência atual da urbanização continuar, em 2050 cerca de 993 milhões de habitantes das cidades terão acesso a menos de 100 litros de água por dia para viver. Essa quantidade corresponde ao volume de um banho por pessoa.
Os cientistas advertem ainda que se forem acrescentados os efeitos prováveis da mudança climática, cerca de outros 100 milhões de pessoas não terão acesso a esse volume de água. O consumo de 100 litros diários é considerado pelos analistas como o mínimo necessário a um indivíduo para as necessidades de bebida, alimentação e higiene.
De acordo com a pesquisa, atualmente cerca de 150 milhões de pessoas consomem menos de 100 litros diariamente. Um cidadão médio que vive nos Estados Unidos, informou o estudo, consome aproximadamente 376 litros de água por dia.
FONTE
Agência Lusa
Dnocs anuncia execução do projeto de irrigação do Apodi
O Diário Oficial da União publicou em sua edição de ontem o aviso do edital de concorrência que tem como objeto a execução de obras em torno da implantação da primeira etapa do projeto de irrigação Santa Cruz do Apodi, localizado no município da região Oeste norte-rio-grandense. A obra, de acordo com o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), ex-deputado Elias Fernandes, a obra será executada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Dnocs será o responsável pela iniciativa. A entrega das propostas, segundo Elias Fernandes, deve acontecer no dia 10 de maio próximo. "A primeira etapa do perímetro irrigado Santa Cruz do Apodi vai abranger uma área de 5.200 hectares nos municípios de Felipe Guerra e Apodi com orçamento aproximado de R$ 250 milhões no que se referem à execução das obras civis", explicou ontem o diretor-geral do Dnocs. Elias Fernandes revelou ainda que a implantação deste empreendimento de desenvolvimento da agricultura irrigada tem conclusão prevista para dezembro de 2013, compreendendo a construção do sistema de captação de água, estações de bombeamento, rede de condução e de distribuição de água e de sistema parcelar. "A implantação do projeto vai beneficiar cerca de 800 mil pessoas no Rio Grande do Norte", disse Elias Fernandes.Fonte: Gazeta do Oeste
COMUNIDADES DO VALE DO APODI RECEBEM VISITA DA PREFEITA GORETI PINTO
APODI – Debater os problemas da comunidade e buscar soluções. Esse vem sendo o objetivo das constantes visitas feitas pela prefeita de Apodi, professora, Goreti Silveira Pinto (PMDB) em varias localidades rurais do município. Acompanhada dos secretários de Administração e Recursos Humanos, Antonio de Souza Maia Junior, Obras, Moesio Fernandes, Urbanismo, Elton Souza, vereador Nilson Fernandes e vários outros assessores, a prefeita Goreti Pinto visitou o Sitio Rio Novo, encravado na região do Vale do Apodi. Na comunidade a chefe do executivo apodiense dialogou de maneira democrática com lideres comunitários, jovens e moradores que juntos buscara soluções para os problemas enfrentados na localidade. Na pauta de discussões foram discutidos temas relacionados à educação, saúde, transporte, organização social, abastecimento de água, Escola Rural do Vale do Apodi, recuperação das estradas vicinais e o funcionamento das comunidades foram tratados na reunião que contou com a participação de cerca de 200 pessoas na sede do Telecentro Comunitário do Sitio Rio Novo. Os comunitários destacaram a importância da visita e as vantagens em falar diretamente com a prefeita. A prefeita Goreti Pinto assinou um convenio com a Associação Comunitária de Rio Novo para a reforma da Quadra de Jovens. Outro importante tema debatido pela prefeita e os moradores de Rio Novo e comunidades adjacentes foi à recuperação da Barragem Helio Morais Marinho que foi destruída pelas águas do inverno de 2008.
ASCOM - PMA
quinta-feira, 24 de março de 2011
STF decide que Ficha Limpa só vale para 2012 e ‘barrados’ em 2010 vão assumir
Voto do 11º ministro, Luiz Fux, desempatou julgamento no Supremo; por 6 votos a 5, Corte decidiu que a lei de iniciativa popular não poderia ter sido aplicada na eleição passada
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira, 23, que a Lei da Ficha Limpa não valeu nas eleições de 2010. Recém-empossado no tribunal, o ministro Luiz Fux deu o voto decisivo para liberar os candidatos ficha-suja que disputaram cargos em outubro do ano passado e que tinham sido barrados de assumir mandatos com base em restrições da lei.
Pela decisão, todos candidatos barrados pela Ficha Limpa que tiveram votos suficientes para se eleger devem tomar posse, entre eles Jader Barbalho (PMDB-PA), João Capiberibe (PSB-AP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
Para precisar quantos deputados terão o mandato interrompidos para dar lugar a fichas-sujas será necessário recalcular o coeficiente eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta que não dispõe da relação de políticos que assumirão vagas no Congresso.
A decisão é uma derrota para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que sempre defendeu a aplicação imediata da lei, e adia a entrada em vigor de uma norma que teve origem numa iniciativa popular, com o apoio de 1,6 milhão de pessoas.
quarta-feira, 23 de março de 2011
PROJETO BALDE CHEIO VAI INVESTIR R$ 760 MIL NA CADEIA PRODUTIVA DO LEITE DE 20 MUNICÍPIOS
Reunião sobre projeto Balde Cheio, no município de Janduís,que terá investimentos de R$ 760 mil. Foto: Danilo Araújo
Ontem (15), uma importante reunião, realizada na Câmara Municipal de Janduís, apresentou a metodologia do programa e demonstrou o termo de adesão com as contrapartidas de cada Município e dos seus parceiros: BNB, Sebrae e Senar.
No encontro, estavam presentes representantes dos municípios de Janduís, Campo Grande, Apodi, Messias Targino e Felipe Guerra, além de gerentes regionais do BNB, do Sebrae, coordenadores municipais, técnicos capacitados para o programa e proprietários rurais desses municípios.
Nessa primeira etapa serão beneficiados os seguintes municípios: Apodi, Campo Grande, Janduís, Messias Targino e Felipe Guerra, do médio oeste; Assú, Carnaubais e Ipanguaçu, do Vale do Assú; Encanto, Doutor Severiano, do Alto Oeste; Carnaúba dos Dantas, São Fernando, São José do Seridó e São João do Sabugi, do Seridó; e Brejinho, Nova Cruz, Passa e Fica e Santo Antônio, do agreste.
De acordo com o cronograma apresentado, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) vai investir R$ 240 mil, o Sebrae, mais R$ 240 mil, o Senar investirá R$ 40 mil, e cada prefeitura entra com um montante de R$ 12 mil, totalizando mais R$ 240 mil de investimentos.
Para o prefeito Salomão Gurgel, o projeto Balde Cheio vai revolucionar as técnicas de manejo da produção leiteira, no município de Janduís, ao proporcionar técnicas modernas e a profissionalização das pequenas propriedades rurais. De acordo com o gestor, será um oportunidade ímpar para impulsionar o empreendedorismo na zona rural de Janduís.
Fonte: Janduis Online
quinta-feira, 17 de março de 2011
Indústrias são processadas por não informar sobre transgênicos
Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (MJ) identificou dez produtos alimentícios que têm ingredientes transgênicos na composição, mas não incluem a informação no rótulo. Empresas responsáveis responderão a processos administrativos, instaurados no dia 16 de março de 2011.
Uma ação coordenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça em diferentes regiões do país identificou pelo menos dez produtos alimentícios que usam ingredientes transgênicos em suas composições, mas essa informação não é apresentada ao consumidor. Com isso, caracteriza-se o descumprimento das regras de rotulagem para produtos que utilizam organismos geneticamente modificados (OGM). A fiscalização foi feita em parceria com os Procons de São Paulo, Bahia e Mato Grosso. As empresas responsáveis responderão a processos administrativos do DPDC, instaurados no dia 16 de março.
Os produtos onde foi constadada a presença de transgênicos sem a respectiva informação no rótulo são: biscoito recheado Tortinha de Chocolate com Cereja da Adria Alimentos do Brasil; farinha de milho Fubá Mimoso, da Alimentos Zaeli; biscoito de morango Tortini, da Bangley do Brasil Alimentos; bolinho Ana Maria Tradicional sabor chocolate, da Bimbo do Brasil; mistura para bolo sabor côco Dona Benta, da J. Macedo; biscoito recheado Trakinas, da Kraft Foods; biscoito Bono de morango, da Nestlé; barras de cereais Nutry, da Nutrimental; mistura para panquecas Salgatta, da Oetker; e Baconzitos Elma Chips, da Pepsico do Brasil.
Os testes foram feitos por um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e os resultados apontaram substâncias transgênicas no milho e na soja usados como ingredientes dos produtos listados. Os processos foram instaurados com base no descumprimento do Código de Defesa do Consumidor e do Decreto 4.680/2003, que estabelece a obrigatoriedade de informar no rótulo do produto a presença de OGM em quantidade superior a 1%.
"O Código de Defesa do Consumidor há vinte e um anos estabelece que a informação é um direito básico do consumidor e uma obrigação do fornecedor. Assegura a transparência nas relações de consumo e garante ao consumidor o exercício pleno de escolha", explicou a diretora do DPDC, Juliana Pereira.
FONTE
Agência Brasil
Vinicius Doria - Edição
terça-feira, 15 de março de 2011
Desigualdade ainda atinge mulheres na agricultura

O informe anual da FAO, “O estado mundial da agricultura e da alimentação 2010-2011”, demonstra que as agricultoras estão em uma posição desfavorecida no uso e acesso a ativos como a terra, o gado, maquinaria, insumos como fertilizantes, pesticidas e sementes melhoradas, e a serviços como o crédito agrícola e a extensão de conhecimentos técnicos e capacitação. O novo e surpreendente nesta avaliação é que, com distinta magnitude, esta assimetria se observa em todas as regiões do planeta. O artigo é de Alan Bojanic e Gustavo Anríquez.
Alan Bojanic e Gustavo Anríquez - Tierramérica
No centenário do Dia Internacional da Mulher, a FAO apresenta um diagnóstico surpreendente sobre a situação das mulheres no campo, através de um exame global dos agricultores e agricultoras do planeta. Os lares liderados por uma mulher não são sempre mais pobres do que aqueles dirigidos por um homem. Mas o informe anual “O estado mundial da agricultura e da alimentação 2010-2011” demonstra que as agricultoras estão em uma posição desfavorecida no uso e acesso a ativos como a terra, o gado, maquinaria, insumos como fertilizantes, pesticidas e sementes melhoradas, e a serviços como o crédito agrícola e a extensão de conhecimentos técnicos e capacitação.
O novo e surpreendente nesta avaliação é que, com distinta magnitude, esta assimetria se observa em todas as regiões do planeta e se repete em distintos universos nacionais, políticos e religiosos. Se a esta desigualdade agregamos que diversos estudos de campo demonstraram que as mulheres não são intrinsecamente menos produtivas que os produtores masculinos, podemos concluir que esta distribuição de bens e recursos tem um custo em termos de produção.
O informe da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) estima que, grosso modo, uma distribuição mais equitativa de ativos, insumos e serviços agrícolas poderia fazer crescer a produção mundial de alimentos entre 2,5% e 4%. Mais ainda, uma expansão da produção agrícola dessa magnitude poderia resgatar da desnutrição entre 100 e 150 milhões de pessoas, dos quase 1 bilhão de desnutridos que a FAO estima sobreviverem hoje no mundo.
Na América Latina e no Caribe, o tema da mulher no campo tem estado quase sempre ausente das discussões de política e de gênero. Apesar disso, nas últimas décadas ocorreram profundas mudanças econômicas e sociais de consequências duradouras. Como nas cidades, mais e mais mulheres deixaram trabalhos domésticos não remunerados, incluindo a agricultura familiar, para ingressar no mercado de trabalho nos campos e em indústrias direta ou indiretamente relacionadas com a agricultura.
Esta profunda reforma socioeconômica não só tem manifestações nos mercados de trabalho, como nos lares rurais, onde a mulher com renda tem uma posição de negociação reforçada para participar na tomada de decisões. Outros indicadores de bem estar familiar, como nutrição e educação também melhoraram. Isso não ocorre só recursos adicionais, mas sim porque, quando as mulheres controlam uma maior parte do orçamento do lar, a proporção do gasto familiar em alimentação, saúde e educação tende a aumentar significativamente.
Estas mudanças são bem vindas, pois melhoram o bem estar das mulheres, de seus filhos e de seus lares e as nações podem usufruir melhor de todos seus recursos humanos: homens e mulheres. No entanto, resta muito por fazer. A proporção das explorações agrícolas controladas por mulheres tem apresentado um notório aumento na região. Mas estas agricultoras, do mesmo modo como ocorre em outras regiões do planeta, têm menos terra e um reduzido acesso a outros ativos, serviços e insumos agrícolas. É interesse de todos eliminar esta desigualdade de oportunidades.
A receita é bastante universal. Em primeiro lugar é preciso eliminar toda forma de discriminação legal. Além das leis, os funcionários que as executam devem ser educados nas diferenças de gênero. Por último, não basta afirmar a não discriminação no papel. É preciso ter consciência das limitações específicas de gênero, por exemplo as limitações de tempo que enfrentam as mulheres por seu duplo papel de trabalhadoras/produtoras e donas de casa, oferecendo e facilitando às agricultoras os serviços públicos, como extensão, e privados, como o crédito.
(*) Alan Bojanic é o encarregado da Representação da FAO na América
Latina e Caribe. Gustavo Anríquez é economista da FAO.
Tradução: Katarina Peixoto