Danilo Macedo
Brasília - Projeções do Ministério da Agricultura para os próximos 40 anos indicam que o Brasil deve aumentar sua produção atual de grãos em 88% e a de carnes em 98%. A colheita de grãos, estimada em 159 milhões de toneladas para a safra 2011/2012, deve chegar a 299,5 milhões de toneladas em 2050. A produção de carnes, que este ano totalizou 26,5 milhões de toneladas, será de 52,6 milhões de toneladas, de acordo com a previsão.
Segundo o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade, gerado principalmente pela adoção de tecnologias e pelo melhoramento do processo de gestão e da qualificação do agricultor, é o principal fator do incremento na produção. A taxa de aumento de produtividade da agricultura brasileira nos últimos anos atingiu uma média de 3,6%, enquanto a dos Estados Unidos, por exemplo, ficou em 1,95%.
Segundo Gasques, o crescimento na produção de grãos será acompanhado pelo aumento da área plantada, projetado em 39%. Assim, a área cultivada deve passar de 46,4 milhões de hectares para 64,5 milhões de hectares.
Edição: Juliana Andrade
Agência Brasil
sábado, 21 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Bebedouro inteligente para abelhas melhora produção de mel em 50%
Uma nova tecnologia pode ajudar a desenvolver ainda mais a apicultura no Maranhão. Trata-se do bebedouro inteligente, um sistema que impede a contaminação da água consumida pelas abelhas e evita o desperdício pela evaporação e pela aproximação de outros animais. Idealizada pelo consultor do Sebrae no Maranhão Euler Tenório e pelo apicultor Rolf Benkert, do povoado Cajueiro, no município de Maracaçumé, a invenção foi destaque no II Congresso Nordestinho de Apicultura e Meliponicultura, realizados recentemente em Teresina. A inovação atraiu centenas de apicultores e técnicos participantes dos eventos.Segundo Tenório, a demanda pelo equipamento é maior em regiões de mangue, onde a água é salobra. "Mas os bebedouros podem ser uma solução muito útil em qualquer lugar de produção de mel", aragumenta. Depois de um ano usando o protótipo, o apicultor Rolf Benkert conta que a produção cresceu 50%. "Não tendo que procurar água, as abelhas economizam metade do tempo, o que ajuda também na refrigeração da colméia", lembra o apicultor.
O bebedouro inteligente é montado numa estrutura cercada por tubos de PVC. Os canos têm aberturas cheias de pedras no nível da água onde as abelhas pousam. Uma boia regula a quantidade de água. "O custo de produção do protótipo foi de R$ 60,00, que deve cair quando o processo for industrializado. Tudo ainda é muito recente, mas estamos em busca de parcerias", ressaltou Euler Tenório.
Mais Informações
Sebrae no Maranhão
Telefone: (98) 3216-6133
FONTE
Agência Sebrae de Notícias
Pablo Habibe - Jornalista
Rejeição europeia a transgênicos faz Basf se voltar para a América
Diante da forte resistência europeia aos transgênicos, o conglomerado químico alemão Basf resolveu mudar de estratégia. A empresa anunciou no dia 16 de janeiro de 2012 que vai concentrar suas pesquisas de biotecnologia vegetal no continente americano: a sede corporativa da Basf Plant Science deixará de ser em Limburgerhof, na Alemanha, e passará para Raleigh, nos Estados Unidos."Nós estamos convencidos de que a biotecnologia vegetal é uma tecnologia-chave para o século 21. No entanto, ainda há pouca aceitação dessa tecnologia em muitos locais da Europa - pela maioria dos consumidores, agricultores e políticos", disse Stefan Marcinowski, membro da junta diretiva mundial da Basf, ao explicar a decisão.
Consequentemente, a empresa encerrou o desenvolvimento e a comercialização de todos os produtos que, até então, eram voltados para o mercado europeu. Os processos aprovados, no entanto, terão continuidade. "Sob uma perspectiva de negócios, não faz sentido continuar investindo em produtos cuja comercialização é direcionada exclusivamente para esse mercado [europeu]", alegou Marcinowski em nota oficial.
Lucros e empregos
O grupo ambientalista Greenpeace disse não se surpreender com a notícia. "É realmente apenas um passo lógico e empresarial que certamente faz sentido. Por um determinado tempo a biotecnologia vegetal certamente não tem chances na Europa", respondeu à DW Brasil o ativista Dirk Zimmermann, do escritório alemão da ONG.
Na visão do ativista, o consórcio alemão manteve por algum tempo a esperança de que esse panorama mudasse, após a aprovação da batata Amflora, em 2010 - um "fiasco total", na avaliação de Zimmermann.
Com a mudança da Basf Plant Science para os Estados Unidos, 140 postos de trabalho serão fechados na Europa. "Nossos colaboradores realizaram um excelente trabalho nos últimos anos. Lamentamos a redução dessas posições de alta qualificação na Alemanha e na Suécia", afirmou Marcinowski.
Uma questão de atratividade
A empresa passa a se dedicar com mais intensidade aos "mercados mais atrativos das Américas do Norte e do Sul", além do mercado asiático crescente. Nos Estados Unidos e no Brasil, o cultivo de sementes geneticamente modificadas é permitido -- Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Honduras e México também estão na lista.
"Eu acho que a engenharia genética também não tem futuro na América: soluções sustentáveis para a agricultura não são consideradas e não há ganhos mais elevados", acrescentou Zimmermann, do Greenpeace alemão.
No caso do Brasil, as primeiras sementes transgênicas chegaram ao país clandestinamente, em 1997. De lá para cá o governo liberou as lavouras desse tipo e o país, em 2010, registrou uma área de 25,4 milhões de hectares de cultivo transgênico, diz a pesquisa mais recente da Isaaa, órgão internacional que estuda o setor.
Além da soja, semente transgênica mais difundida no Brasil, o milho e o algodão também são liberados. Recentemente, as autoridades brasileiras deram sinal verde para o feijão geneticamente modificado desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e mantiveram a discussão sobre a liberação do arroz.
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os fazendeiros passaram a cultivar transgênicos já a partir de 1996, ano em que o país autorizou esse tipo de tecnologia. Em 2011, cerca de 94% da área de soja plantada no país era geneticamente modificada. Outras sementes largamente usadas são as de algodão e de milho.
Ainda assim, segundo a análise do Greenpeace, não há garantias de que a Basf será bem-sucedida nos Estados Unidos, já que o mercado local está muito dividido. "E no resto do mundo há cada vez mais rejeição", complementou Zimmermann.
"No entanto, para a Europa, essa é uma mensagem extremamente importante. Eu espero que os concorrentes da Basf sigam esse exemplo", disse o ativista alemão.
FONTE
Deutsche Welle
Autora: Nádia Pontes
Revisão: Alexandre Schossler
APTA é a única instituição pública do País a produzir abelhas rainhas
A rainha é a principal abelha do enxame. É a única fêmea fértil e responsável pela postura dos ovos que originarão todos os indivíduos da colméia, inclusive sua substituta. É dela que depende também a produtividade final dos apiários. Quanto mais jovens, mais produtivas. Sua substituição deve ser feita anualmente. A manutenção de rainhas jovens e de boa origem nas colônias pode aumentar a produtividade de mel em até 60%.Com toda essa relevância da rainha o Polo Vale do Paraíba/APTA Regional, localizado em Pindamonhangaba, é a única instituição pública do país que fornece abelha rainha para o apicultor. Os produtores de qualquer localidade brasileira podem encomendar abelhas rainhas virgens ou fecundadas e recebê-las pelos Correios. A embalagem para envio também foi desenvolvida pela pesquisa paulista e garante o sucesso da entrega. A possibilidade de morte é mínima, desde que seguidas as recomendações.
Rainhas velhas e de baixa qualidade vão refletir na produtividade do apiário, com o aparecimento de colônias improdutivas, que necessitam de mais trabalho para a correção de suas deficiências. Os custos de produção se elevam e consequentemente o preço final dos produtos apícolas sobem.
De acordo com a pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Maria Luisa Teles Marques Florêncio Alves, a simples substituição de uma rainha africanizada velha por uma nova aumenta a produção de mel em 20%. Quando essa substituição for por uma rainha selecionada, como é o caso das fornecidas pela APTA, a produtividade tem um salto de até 60%.
"Mais de 90% dos apicultores brasileiros têm por característica não investir na substituição periódica de rainhas velhas e de baixa produtividade por novas e produtivas. No Brasil, a despeito da tradição e extensão de sua apicultura, essa prática não é muito desenvolvida", explica Alves, pesquisadora da APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).
O estudo desenvolvido pelo Polo Vale do Paraíba/APTA Regional caracteriza-se como um projeto de base tecnológica, que beneficia diretamente a apicultura pela disponibilidade de material genético aos produtores, assegurando maior disponibilidade de mel no mercado e maior densidade de abelhas para a polinização de culturas alimentares e industriais. Além de disponibilizar tecnologia, a pesquisa paulista atua há mais de 30 anos no treinamento, formação de mão de obra e demonstração de métodos aos apicultores.
"Para a seleção de abelhas com características que interessem ao apicultor utilizamos a seleção massal, que é o método utilizado em populações de abelhas que ainda não sofreram nenhum melhoramento. É uma seleção feita com base no desempenho da colméia e é o método mais simples de melhoramento genético. Sua utilização com abelhas resulta em bons ganhos iniciais, graças à grande variabilidade genética existente em nossas abelhas africanizadas", explica Alves.
O Polo produz em média 1.850 rainhas por ano, com taxa de fecundação de 54,4% e 39,51%, nos meses de março e junho, respectivamente. A melhor época de produção de rainhas é de setembro a abril. A explicação para a queda de produção em junho, segundo Alves, é que os períodos de variações ambientais interferem em maior proporção na fecundação. "Nos países de clima temperado, a estação de produção é definida e a fecundação é sempre alta -- em torno de 50% -- pois ocorre na melhor época", explica.
A vantagem do uso das rainhas fecundadas, de acordo com Alves, é que elas têm praticamente 100% de aceitação no enxame, desde que as orientações enviadas pela APTA sejam seguidas. "A rainha fecundada está pronta para atuar na colméia e substituir uma outra que já não estava bem. A rainha virgem, ou princesa, ainda precisa ser fecundada e pode não retornar para a colméia, ser morta por predadores e se perder. O risco é de 50% ou mais, dependendo da época do ano", afirma a pesquisadora da APTA.
Cerca de 50 pequenos apicultores brasileiros são atendidos anualmente pelo Polo e os preços das abelhas variam de R$ 6 a R$ 15 reais, para as virgens e fecundadas, respectivamente.
Embalagens
Grande parte das abelhas rainhas produzidas pelo Polo Vale do Paraíba/APTA Regional são adquiridas não só por apicultores dos municípios do Estado de São Paulo como também de outros Estados do Brasil. Quando o apicultor não está próximo ao Vale do Paraíba, a abelha rainha chega até ele por meio dos Correios.
Enviadas via Sedex, são acondicionadas em uma gaiola tipo Berton modificada, confeccionada no tamanho apropriado para compor uma embalagem aceita pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT). A embalagem foi desenvolvida em 1986 pela equipe de pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, quando foi iniciado o Projeto de Criação de Abelhas Rainhas.
Durante a viagem, cada rainha é colocada na gaiola com seis operárias jovens da sua própria colméia, que têm a função de sustentá-la durante o trajeto. "Essa embalagem tem três câmaras para acomodar também o alimento à base de açúcar finíssimo e mel, chamado cândi. As operárias consomem o cândi e produzem geléia real com a qual alimentam a rainha durante a viagem", explica Alves.
Segundo a pesquisadora, temperaturas entre 20ºC e 25ºC são ideais para assegurar a integridade das abelhas e rainhas dentro das embalagens e estas podem permanecer na gaiola por sete dias, porém, dependendo de como transcorrer a viagem, com temperaturas muito baixas ou muito altas, esse tempo pode diminuir.
"A embalagem é composta de duas tiras de aglomerado de madeira (tipo MDF 3 mm), tendo a tira o tamanho mínimo correspondente a um envelope pequeno (11 cm x 16 cm) e no máximo a um envelope padrão (25 x 30 cm), que unirá as gaiolas na parte superior e inferior, formando uma caixa", explica a pesquisadora da APTA.
Ao receber as abelhas, o produtor deve observar se todas, ou quase todas, estão vivas e ativas, o que significa que a viagem correu em condições favoráveis. "Neste caso, as rainhas poderão aguardar por dois ou três dias antes da introdução no enxame. O local adequado para deixá-las tem que ser arejado, livre de formigas, inseticidas e com temperatura ambiente em torno de 20º C. Se, ao contrário, a maioria das abelhas estiver debilitada, a introdução deverá ser feita com máxima urgência", alerta Alves.
Junto com encomenda, o produtor recebe instruções de como proceder para realizar a troca da rainha. Recomenda-se fazer a substituição imediata de uma rainha por outra, com a retirada da rainha da colméia e, no ato, introduzir a gaiola com a substituta. É preciso ainda examinar cuidadosamente os favos e destruir todas as realeiras.
De acordo com a pesquisadora, a ocorrência de morte durante o transporte é mínima e, em geral, ocorre quando as embalagens são esquecidas no transporte ou em local muito quente ou frio. "Acontece também de o comprador esquecer de ficar em casa no dia em que as abelhas serão entregues e o carteiro não saber o que fazer com elas. As rainhas acabam tendo que passar o final de semana na Agência dos Correios e sofrerem ataques de formigas, por exemplo, que vão buscar o cândi na gaiola. Em geral as perdas das abelhas rainhas acontecem por inabilidade", afirma.
Na Europa e nos Estados Unidos existem outros tipos de embalagens para o transporte. Segundo Alves, os resultados de eficiência entre as embalagens estrangeiras e as utilizadas na APTA se provaram equivalentes.
Mel no Brasil
São Paulo é o 7º Estado em produção de mel no Brasil, segundo dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produz 2.104 toneladas de mel, o que representa 5,4% do total. O Rio Grande do Sul, Paraná e Ceará estão nas primeiras colocações, com 7.155, 4.831 e 4.735 toneladas, respectivamente.
Na região Sul e Sudeste, o mel provem principalmente da associação dos cultivos comerciais de laranja e de eucalipto. "Se por um lado isso facilita a identificação unifloral, por outro reduz as possibilidades de certificação orgânica pelo uso de defensivos agrícolas em muitas dessas plantações", explica Alves.
O mel silvestre, muito comum no Brasil, é a denominação comercial atribuída ao mel composto por floradas nativas, em que não se identifica a florada predominante e é geralmente de composição multifloral.
De acordo com a pesquisadora, todas as regiões do Brasil apresentam grande potencial para a apicultura e os desafios a serem enfrentados no País são muitos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 2007, no Nordeste, a apiculcultura se caracteriza como atividade migratória e pode alcançar até 100 kg/colméia/ano, enquanto que a produtividade da apicultura fixa gira em torno de 50 kg/colméia/ano. "A produtividade média no País, porém, é baixa e gira em torno de 18 kg/colméia/ano. Na Argentina, por exemplo, a produtividade é de 38 kg/colméia", diz a pesquisadora.
Segundo Alves, a qualidade do mel nacional, entretanto, supera a de seus concorrentes. Isso pode ser demonstrado, por exemplo, pela capacidade de exportar mel in natura, enquanto outros países exportam mel exclusivamente para blend, usado para misturar com melados de cereal ou açúcar e utilizado principalmente pela indústria de alimentos.
O potencial de ampliação da produção brasileira de mel está longe de ser considerado esgotado, mas o futuro da atividade, segundo Alves, depende, de forma crucial, de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para melhorar a competitividade da apicultura nacional. "Há necessidade de aprofundar a experiência atual e produzir novos conhecimentos específicos para cada região produtora, além da adoção generalizada de técnicas criatórias, controles sanitários e modelos de gestão", diz.
Para a pesquisadora, é preciso manter e ampliar o mercado externo recém conquistado, reduzir o custo de produção, elevar a produtividade média do apicultor, investir em infraestrutura e capacitação da mão de obra.
Mais Informações
Polo Vale do Paraíba/APTA Regional
Avenida Professor Manoel César Ribeiro, 320
Caixa Postal 07
CEP 12400-970 - Pindamonhangaba/SP
Telefones: (12) 3642-1812 / 3642-1098 / 3642-1164
E-mail: polovaledoparaiba@apta.sp.gov.br
Pesquisadora Maria Luisa Teles Marques Florêncio Alves
E-mail: marialuisa@apta.sp.gov.br
FONTE
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
Assessoria de Comunicação da Apta
José Venâncio de Resende - Jornalista
Texto: Fernanda Domiciano - Estagiária
Telefone: (19) 2137-0616
Novas regras para a agroindústria caseira rural beneficiam pequenos produtores
Agroindústrias rurais de pequeno porte podem sair da informalidade e ampliar o mercado para suas produções, com a regulamentação da Lei 19.476/11, que trata da habilitação sanitária específica para estes empreendimentos. O objetivo do Estado com as novas regras é melhorar a renda do agricultor familiar, sem abrir mão da qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. Antes, as leis em vigor no país dificultavam a habilitação das pequenas agroindústrias. Aproximadamente 45 mil produtores, que se dedicam à atividade serão beneficiados com a nova legislação.
O empreendimento considerado como agroindústria rural de pequeno porte é aquele de propriedade ou gestão de agricultor familiar. Deve ser localizado no meio rural, sua área útil construída não deve ultrapassar os 250 m² e a mão de obra deve ser predominantemente familiar.
De acordo com a coordenadora de Agregação de Valor e Geração de Renda da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Ana Helena Junqueira Cunha, pela falta de uma legislação específica, os agricultores familiares tinham como parâmetros a legislação que regulamenta as indústrias de grande porte. "Isso dificultava a formalização e adequação sanitária dos pequenos empreendimentos, devido aos altos custos de implantação", explica.
Termo de Compromisso
De acordo com as regras de transição, regulamentadas pelo Decreto 45.821/11, o produtor que assinar o Termo de Compromisso, visando à habilitação sanitária do empreendimento junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) terá prazo de até dois anos para se regularizar e fazer as adequações necessárias. Os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e do IMA vão vistoriar as instalações e indicar as adequações necessárias, que podem se feitas por etapas, dentro do prazo de dois anos, contados partir da assinatura do documento.
Segundo a coordenadora da Seapa, a partir da assinatura do Termo de Compromisso, o produtor terá um número de cadastro provisório e poderá comercializar a produção, com emissão de nota fiscal e sem risco de ter a produção apreendida.
"Com os estabelecimentos ajustados às regras sanitárias e devidamente cadastrados, os produtores poderão conquistar novos mercados dentro do Estado, e ainda participar de programas federais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), responsável pela compra de produtos da agricultura familiar para as escolas públicas", informa a coordenadora.
Para serem habilitadas as agroindústrias rurais precisam cumprir exigências como ser construída com material aprovado pelo órgão oficial competente; possuir local adequado para coleta de resíduos isolado da área de produção; o piso deve ser impermeável, de material resistente e de fácil higienização, com declividade suficiente para escoamento à rede de esgoto; as janelas devem ter proteção antipragas, os equipamentos e utensílios devem ser de fácil higienização, resistentes à corrosão, não tóxicos e que não permitam o acúmulo de resíduos, dentre outas exigências.
FONTE
Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
Jornalista responsável: Márcia França
Telefone: (31) 3915-8552
O empreendimento considerado como agroindústria rural de pequeno porte é aquele de propriedade ou gestão de agricultor familiar. Deve ser localizado no meio rural, sua área útil construída não deve ultrapassar os 250 m² e a mão de obra deve ser predominantemente familiar.
De acordo com a coordenadora de Agregação de Valor e Geração de Renda da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Ana Helena Junqueira Cunha, pela falta de uma legislação específica, os agricultores familiares tinham como parâmetros a legislação que regulamenta as indústrias de grande porte. "Isso dificultava a formalização e adequação sanitária dos pequenos empreendimentos, devido aos altos custos de implantação", explica.
Termo de Compromisso
De acordo com as regras de transição, regulamentadas pelo Decreto 45.821/11, o produtor que assinar o Termo de Compromisso, visando à habilitação sanitária do empreendimento junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) terá prazo de até dois anos para se regularizar e fazer as adequações necessárias. Os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e do IMA vão vistoriar as instalações e indicar as adequações necessárias, que podem se feitas por etapas, dentro do prazo de dois anos, contados partir da assinatura do documento.
Segundo a coordenadora da Seapa, a partir da assinatura do Termo de Compromisso, o produtor terá um número de cadastro provisório e poderá comercializar a produção, com emissão de nota fiscal e sem risco de ter a produção apreendida.
"Com os estabelecimentos ajustados às regras sanitárias e devidamente cadastrados, os produtores poderão conquistar novos mercados dentro do Estado, e ainda participar de programas federais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), responsável pela compra de produtos da agricultura familiar para as escolas públicas", informa a coordenadora.
Para serem habilitadas as agroindústrias rurais precisam cumprir exigências como ser construída com material aprovado pelo órgão oficial competente; possuir local adequado para coleta de resíduos isolado da área de produção; o piso deve ser impermeável, de material resistente e de fácil higienização, com declividade suficiente para escoamento à rede de esgoto; as janelas devem ter proteção antipragas, os equipamentos e utensílios devem ser de fácil higienização, resistentes à corrosão, não tóxicos e que não permitam o acúmulo de resíduos, dentre outas exigências.
FONTE
Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
Jornalista responsável: Márcia França
Telefone: (31) 3915-8552
Nicarágua e Sri Lanka recebem ajuda humanitária da Conab
A Conab continua contribuindo para ajuda humanitária internacional durante o mês de janeiro. Uma nova remessa de doações foi enviada ontem, para a Nicarágua. Cerca de 900 mil toneladas de arroz foram embarcados no Porto do Rio Grande, localizado no Rio Grande do Sul.
Também por meio da Conab, do mesmo local partirá até o início da próxima semana uma doação de 2.000 toneladas de arroz para o Sri Lanka. O arroz faz parte dos estoques públicos de alimentos do Governo Federal para assistência humanitária e estava localizado nas unidades armazenadoras da Companhia. Nesta semana as doações da Conab se estenderam para outros países como: Quênia (10,6 mil t de arroz), Etiópia (7,5 mil t de arroz), Somália (31,5 mil t de milho) e Honduras (682 t de milho). (Comunicação Social/ Conab)
Também por meio da Conab, do mesmo local partirá até o início da próxima semana uma doação de 2.000 toneladas de arroz para o Sri Lanka. O arroz faz parte dos estoques públicos de alimentos do Governo Federal para assistência humanitária e estava localizado nas unidades armazenadoras da Companhia. Nesta semana as doações da Conab se estenderam para outros países como: Quênia (10,6 mil t de arroz), Etiópia (7,5 mil t de arroz), Somália (31,5 mil t de milho) e Honduras (682 t de milho). (Comunicação Social/ Conab)
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Neste Natal inclua pescado na sua alimentação, é gostoso e faz bem a saúde
Francisco Batista, Fátima Nunes Presidente APIVA, Eron Costa Gestor de piscicultura do município de Apodi, Antonio de Renam, Marciano e Secretario de Agricultura Elton RosenbergCom o pensamento de inclusão do pescado na alimentação deste final de ano, já que é alimento e também no sentido de trabalhar uma política de geração de renda e fixação do homem no campo, para combater o êxodo rural, a Prefeitura Municipal de Apodi e parceiros está disponibilizando um local comercialização do pescado produzido pelos Piscicultores apodienses.
A Prefeitura Municipal de Apodi através da Secretaria de Agricultura, em parceria com o SEBRAE, criou uma nova atividade econômica dentro da agricultura familiar, aproveitando o potencial de recursos hídricos, a criação de peixe em tanque escavado, (piscicultura).
Tudo começou na comunidade do sitio Paulista, onde em março de 2010 foi realizado curso sobre piscicultura, de lá para cá, comemora-se a realização de varias atividades no fortalecimento da mesma, criação de uma Associação dos Piscicultores do Vale do Apodi (APIVA), curso de agregação de valor ao pescado, praticando o associativismo e aprendendo a empreender. Hoje registra-se 15 famílias, totalizando 30 tanques povoados.
“Nada é, mas gratificante para as instituições parcerias quando chega o momento de colher os frutos do trabalho desenvolvido durante um ano e compartilhar com a sociedade, prestando contas das nossas ações, agradecendo ao SEBREI pelo excelente acompanhamento na técnica de criação e manejo, a prefeitura pelo apoio a logística e APIVA pela organização da categoria”, comentou Eron Costa Gestor de Piscicultura de Apodi.
Serviço
Espaço de comercialização do pescadoAo lado do antigo cemitério velho: aberto aos sábados e quarta-feira das Horários: de 6:00 às 11:00Hs (manhã)Contato Prefeitura: Eron Costa 96221113 APIVA - Fátima Nunes: 91906734
Piscicultor: Francisco Batista, sitio Baixa Fechada - Contato: 91452724
Piscicultor: Ednaldo Morais e Idinho, sitio Bela Vista - Contato: 96251668
Piscicultor: Egildo Marinho, sitio Rio Novo - Contato: 91164514
Piscicultor: Eron Costa, sitio Baixa Fechada - Contato: 94180920 ou 99454597
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ranking da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos
Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010, indica produtos com problema de contaminação. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
Marco Aurélio Weissheimer (*)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (7) os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo programa apresentaram contaminação. No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras contaminadas foi de 63% e de 58%, respectivamente.
Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. São Paulo foi o único Estado a não participar do programa em 2010
Outros produtos apresentaram problemas classificados como “preocupantes” pela Anvisa. Em 55% das amostras de alface e 50% das amostras de cenoura também foram encontrados sinais de contaminação. Beterraba, abacaxi, couve e mamão apresentaram o mesmo problema em 30% de suas amostras. No outro extremo, a batata foi aprovada como livre de contaminação em 100% das amostras analisadas.
O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, definiu assim o resultado: “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”.
No balanço geral, das 2.488 amostras analisadas pelo programa, 28% apresentaram problemas. Deste total, em 24,3% dos casos, foi constatada a presença de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, observa Agenor Álvares. Em 1,9% das amostras foram encontradas as duas irregularidades simultaneamente na mesma amostra.
O relatório final do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos destaca que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são hoje um problema mundial de saúde pública. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por 45,9% do volume global de doenças.
A OMS prevê um aumento de 15%, entre 2010 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças. No Brasil, elas já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).
O mercado brasileiro de agrotóxicos é o maior do mundo, com 107 empresas aptas a registrar produtos, e representa 16% do mercado mundial. Somente em 2009, foram vendidas mais de 780 mil toneladas de produtos no país. Além disso, o Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de importação de agrotóxicos.
A entrada desses produtos em território nacional aumentou 236%, entre 2000 e 2007. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Foram proibidas pelas autoridades sanitárias desses países.
(*) Com informações da Anvisa.
Anvisa constata uso de agrotóxicos inadequados em diversos alimentos
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos. Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.
Quando o uso de um agrotóxico é autorizado no país, os órgãos responsáveis por essa liberação, indicam para que tipo de plantação ele é adequado e em que quantidade pode ser aplicado.
Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.
“Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no país, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura”, conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).
O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim.
Em uma amostra de pimentão, foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.
A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.
Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.
A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:
1) pimentão
2) morango
3) pepino
4) cenoura
5) alface
6) abacaxi
7) beterraba
8) couve
9) mamão
10) tomate
Edição: Nádia Franco
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos. Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.
Quando o uso de um agrotóxico é autorizado no país, os órgãos responsáveis por essa liberação, indicam para que tipo de plantação ele é adequado e em que quantidade pode ser aplicado.
Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.
“Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no país, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura”, conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).
O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim.
Em uma amostra de pimentão, foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.
A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.
Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.
A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:
1) pimentão
2) morango
3) pepino
4) cenoura
5) alface
6) abacaxi
7) beterraba
8) couve
9) mamão
10) tomate
Edição: Nádia Franco
sábado, 3 de dezembro de 2011
Novos mercados para a apicultura
Teresina - O Congresso de Apicultura e Meliponicultura do Nordeste apresentou aos produtores do setor as oportunidades que a Copa do Mundo-FIFA 2014 vai gerar para o mel brasileiro. O evento, que termina nesta sexta-feira (02), é realizado na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), na capital do estado.O representante do Sebrae no Rio Grande do Norte, Célio Vieira, fez uma apresentação das oportunidades de negócios para o ramo da apicultura com o evento esportivo. De acordo com Vieira, a competição será “uma oportunidade de mostrar os produtos para quase metade do mundo, já que 45% dos espectadores do planeta acompanham a Copa”. Ele acrescentou que o país deve “aproveitar a presença dos jornalistas e turistas do mundo inteiro antes e durante o evento. Quem conhecer o que o nosso país tem a oferecer, pode se interessar e voltar em outro momento", declarou, de olho em parcerias e negócios fechados com visão de longo prazo.
O melhor aproveitamento do mercado foi outro tema discutido no evento. A gerente adjunta de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Patrícia Mayana, falou sobre o comércio de produtos como o vinagre do mel, que representa apenas 3% da comercialização do setor; o mel de engenho, com 5%; e o mel puro, com 92% das vendas. “Precisamos trabalhar a cadeia do mel em conjunto para que as vendas aumentem”, afirmou Patrícia.
O consultor do Sebrae em Sergipe, José Soares Aragão Brito, conduziu a clínica Manejo para Produção de Pólen, mostrando que o produto é uma opção de renda para o produtor. Brito apresentou projeto implantado há oito anos em Sergipe, com resultados bastante positivos. “Queremos ensinar os participantes a produzir pólen”, disse o consultor.
O professor Lionel Segui Gonçalves, no entanto, fez um alerta em sua palestra. Segundo ele, os agrotóxicos estão levando ao desaparecimento das abelhas. “A apicultura mundial está sendo colocada em xeque. Os defensivos lançados nas plantações afetam o sistema nervoso das abelhas, fazendo com que estas esqueçam o caminho de volta para suas colmeias. O resultado é a improdutividade”, explicou o professor.
O objetivo do congresso é divulgar a apicultura e traçar estratégias para a sustentabilidade e competitividade do setor no país. “Temos a presença de caravanas de todos os estados do Nordeste e também do Pará, Goiás e Espírito Santo”, informa o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae no Piauí, Francisco Holanda. Paralelo ao Congresso acontece ainda a II Feira da Cadeia Apícola, com estandes do Sebrae no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia e de outras instituições e empresas.
O II Congresso de Apicultura e Meliponicultura do Nordeste é uma realização da Federação das Entidades Apícolas do Estado do Piauí (Feapi), em parceria com o Sebrae no Piauí, governo do estado e União Nordestina de Apicultura e Meliponicultura (Unamel).
Serviço
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
Agência Sebrae de Notícias Piauí: (86) 3216-1325
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