domingo, 27 de fevereiro de 2011

MEC divulga lista dos pré-selecionados para segunda etapa do ProUni

Amanda Cieglinski

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (27) a lista dos pré-selecionados em primeira chamada para receber uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Esta é a segunda etapa de inscrições para distribuição das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2011.

Os aprovados devem comparecer às instituições de ensino para onde foram selecionados até 4 de março, a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados está disponível no site do programa.

Para receber uma bolsa do ProUni, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. As parciais, que custeiam 50% da mensalidade, são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não passe de três salários mínimos. O MEC não informa quantas vagas já foram preenchidas na primeira etapa de inscrições. Há previsão de uma segunda chamada no dia 13 de março.

Edição: João Carlos Rodrigues

Falta de políticas de segurança pública incentiva aumento de crimes em pequenos municípios

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A criminalidade cresce de maneira alarmante no interior do Brasil. A pequisa Mapa da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça, aponta que entre 1998 e 2008 a taxa de homicídios no interior aumentou 38,6%, enquanto as capitais e regiões metropolitanas reduziram seus índices em 24,6%.

De acordo com o estudo, houve deslocamento dos polos da violência para os locais com menor presença do Estado na área de segurança pública. Isso demonstra a falta de políticas específicas para combater a criminalidade em municípios de médio e pequeno porte.

O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), principal ação do governo federal na área, atende apenas os grandes centros urbanos e municípios com mais de 200 mil habitantes. Os governos dos estados, aos quais cabe constitucionalmente estabelecer e executar as políticas de segurança pública, também não têm ações sistemáticas para conter a criminalidade e a violência nessas localidades.

A interiorização da violência indica que é o interior que assume a responsabilidade pelo crescimento das taxas de homicídios e não mais as capitais ou regiões metropolitanas. “É inegável que essa situação de equilíbrio instável vai exigir esforços redobrados dos governos e da sociedade civil para interiorizar e espalhar as políticas de contenção e enfrentamento da violência”, diz a pesquisa.

De acordo com a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Silvia Ramos, o processo de migração da violência começou das capitais para os municípios das regiões metropolitanas e depois para o interior. “Hoje, a violência migrou para os chamados municípios de médio porte. Aquela cidade com 50 mil habitantes, que era um lugar onde todo mundo dormia de portas e janelas abertas ou ficava na pracinha até de noite tocando violão.”

Fatores como tráfico de drogas, comércio clandestino de armas e policiamento precário contribuíram para o aumento das taxas de homicídio no interior do país, segundo Silvia. “Essas cidades adotaram uma cultura de violência. Aquela cidadezinha [pacata] passou a ser um local onde todo mundo está se entupindo de grades.”

Além da interiorização da violência, a pesquisa também destaca a concentração da criminalidade em certas áreas urbanas, como favelas e zonas periféricas. Para Silvia, isso reflete o surgimento de uma nova variável explicativa para o crescimento da violência: a geografia urbana.

“Antigamente, costumava-se imaginar que renda, gênero, raça e escolaridade eram variáveis explicativas importantes para entender taxa de homicídio. Embora tudo isso seja verdade, apareceu uma nova, que é a variável do local de moradia.”

De acordo com a coordenadora, as políticas públicas não estão preparadas para intervir de forma integrada nesses territórios. “Temos de melhorar as respostas na área de segurança pública. Para que a criminalidade seja reduzida, temos, em primeiro lugar, que ter policiais comunitários e, ao mesmo tempo, investir na melhoria [infraestrutura e ações sociais] dessas áreas.”

Edição: João Carlos Rodrigues

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Acusado de matar cacique Guarani-Kaiowá é absolvidoAcusado de matar cacique Guarani-Kaiowá é absolvido

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Após cinco dias de julgamento, os jurados decidiram no fim da noite de hoje (25) absolver Carlos Roberto dos Santos acusado da morte do cacique Guarani-Kaiowá Marcos Veron. Ele e mais Jorge Cristaldo Insabralde e Estevão Romero eram réus no processo que apura os crimes contra o grupo de índios que ocupou a Fazenda Brasília do Sul, em Juti, Mato Grosso do Sul, em fevereiro de 2003.

Os três funcionários da fazenda, no entanto, foram condenados por seis sequestros, tortura e formação de quadrilha armada. A pena estipulada pela juíza da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Paula Mantovani, foi de 12 anos e três meses de prisão. Estevão Romero foi condenado também a mais seis meses em regime aberto por fraude processual.

Todos os réus já passaram quatro anos e oito meses sob prisão preventiva. Como a sentença ainda não transitou em julgado, eles deixaram o tribunal em liberdade.

Para o procurador Luiz Carlos Gonçalves, o resultado foi uma vitória parcial. “ A vitória completa seria a condenação dos réus também pelos homicídios e tentativas de homicídios”. Mesmo assim, ele considerou a sentença um avanço na luta pelos direitos indígenas. “A mensagem de que a comunidade indígena tem direitos e que a violência é intolerável foi dada”, disse.

O próximo passo, segundo o procurador, é buscar a condenação dos mandantes do assassinato de Marcos Veron. O dono da fazenda, Jacinto Honório da Silva Filho, é réu em outro processo sobre o mesmo caso.

A defesa dos acusados comemorou o resultado, já que a pena aplicada é apenas uma fração da penalidade que poderia ser imputada. O advogado Josephino Ujacow, entretanto, adiantou que vai recorrer da sentença.

O juri foi realizado em São Paulo atendendo ao pedido do Ministério Público Federal. O órgão afirma que o dono da fazenda tem grande poder econômico e poderia influenciar no julgamento em Mato Grosso do Sul. Além disso, segundo o MPF, existe no estado um grande preconceito contra indígenas.

Os crimes ocorreram quando um grupo de cerca de 40 seguranças da Fazenda Brasília do Sul desocupou a área à força. Os índios estavam acampados pela segunda vez na fazenda que é reivindicada como terra indígena. Marcos Veron foi morto a coronhadas durante o conflito.

Os cinco dias de juri foram acompanhados por um grupo de índios. Entre eles, estavam três filhos do cacique morto e mais 15 membros da tribo.

Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ministéiro fará "pente fino" no cadastro de pesacadores

BRASÍLIA - A ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvati, anunciou hoje (25) as novas regras para o cadastramento de pescadores artesanais no Registro Geral da Pesca (RGP) e para a concessão de carteiras de pescador profissional. A mudança tem como objetivo atender às exigências estabelecidas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e, também, aumentar o controle dos registros do seguro defeso, recebido por cerca de 470 mil pescadores durante o período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies.

Com o intuito de coibir irregularidades, a ministra disse que já pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) o cruzamento dos dados do seguro defeso com o cadastro do Programa Bolsa Família. “É uma operação de saneamento efetivo, um pente fino no registro e pagamento de benefícios”, disse Ideli Salvati. “Já descobrimos, por exemplo, que na cidade de Salvaterra, no Pará, que tem cerca de 18 mil habitantes, há 11 mil carteirinhas de pescador. É impossível, a não ser que [a população] já nascesse pescando”.Para corrigir a situação, o Ministério da Pesca e Aquicultura suspendeu a emissão de novas carteiras de pescador até 31 de dezembro de 2011. A renovação do documento, que era feita a cada três anos, terá de ser feita a cada dois anos, e tem como pré-requisito a apresentação da nota fiscal, recibo de vendas ou comprovante de contribuição previdenciária. Para ter direito ao seguro defeso, o pescador também deve declarar que vive exclusivamente da pesca.

Além disso, a ministra anunciou o cancelamento de 13 mil carteiras expedidas há mais de seis meses e que não foram retiradas.

O presidente da Federação de Pesca do Estado de Santa Catarina, Ivo da Silva, disse que concorda com as medidas, mas espera que os representantes da categoria participem das discussões. “Concordamos que seja feito um pente fino, mas queremos nossa participação no processo. Há muita burocracia e, além disso, o governo não fez divulgação nas federações e nas vilas de pescadores sobre quem tinha carteirinha para buscar”, disse Silva.

Fonte: DCI

Terminal ficará pronto sem ter como escoar pescados

O Terminal Pesqueiro de Natal deverá ser concluído até o final do de abril deste ano, mas a estrutura, orçada em aproximadamente R$ 30 milhões em verbas federais e estaduais, corre o risco de não funcionar em 2011. O início da operação depende da construção de um viaduto de acesso que vai ligar o empreendimento à Pedra do Rosário, permitindo o escoamento da produção e diminuindo o tempo de permanência das embarcações no cais. Entretanto, não há previsão de início do processo licitatório que irá viabilizar essa ligação.

Na gestão da ex-governadora Wilma de Faria, os engenheiros da Secretaria de Estado da infraestrutura (SIN), órgão responsável pela execução da obra, estimavam que são necessários cerca de seis meses apenas para que o viaduto seja erguido. Mas a obra, na qual é estimado um investimento de R$ 15 milhões, depende de um processo licitatório, que inicialmente estava previsto para ser realizado ao longo do primeiro semestre de 2010.

Como não houve a confirmação desse prazo, em meados do ano passado, o Governo do Estado, sob o comando de Iberê Ferreira de Souza, informou que a licitação seria realizada até dezembro passado. Porém, apesar das previsões das gestões passadas, a licitação ainda não foi iniciada e a secretária estadual de infraestrutura, Kátia Pinto, afirma não haver qualquer previsão para que isso ocorra, uma vez que ainda será necessário seguir vários trâmites.

De acordo com Kátia Pinto, os recursos para a construção do viaduto estão “teoricamente” assegurados, através de uma emenda da bancada federal potiguar, no valor de R$ 14 milhões. Mas ela alerta, no entanto, que ainda há um considerável caminho a percorrer para que a obra seja efetivamente iniciada.

O primeiro passo já foi dado com a inscrição da obra no Sistema Nacional de Convênio do Governo Federal, onde se aguarda a confirmação da liberação dos recursos. Ao obter o aval, o governo estadual terá ainda que enviar o projeto do viaduto para que a União o aprove e, enfim, libere a verba do convênio. Só então, poderá se deflagrar o processo licitatório, que culminará na escolha da empresa que irá tocar a obra.

E a demora em seguir esses passos poderá fazer com que o Terminal Pesqueiro de Natal permaneça sem uso, pelo menos até o início de 2012. De acordo com o secretário adjunto da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, José Simplício, o empreendimento só poderá operar quando a obra do entorno estiver pronta, já que existem prédios históricos no acesso ao terminal pela rua Chile e o risco de danificar tais construções inviabilizaria o trânsito de caminhões no local.

Detalhes

Executada pela SIN, a obra do Terminal Pesqueiro representa um investimento de R$ 36 milhões, com a primeira etapa, iniciada em setembro de 2009, consistindo na construção do terminal em si, encontrando-se em fase de conclusão. Na avaliação do setor de engenharia da secretaria, responsável por acompanhar e fiscalizar a obra desde o início, o empreendimento vem sendo muito bem executado, seguindo todas as normas e atendendo às solicitações do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Já a etapa que permitirá a operação do terminal consiste na construção de um viaduto, que ligará o cais à Pedra do Rosário e irá possibilitar o escoamento da produção, diminuindo o tempo de permanência das embarcações no cais e possibilitando, consequentemente, um maior fluxo de mercadoria no local.

Terminal

O Terminal Pesqueiro será um porto de recepção de pescado, voltado a atender tanto a pesca oceânica quanto aos pequenos pescadores. A estrutura que abrigará o prédio está sendo erguida às margens do rio Potengi, na área urbana do bairro da Ribeira, entre a Pedra do Rosário e a Capitania dos Portos, bem próxima às linhas férreas da CBTU. A etapa de construção, que encontra-se em finalização, diz respeito principalmente à viabilização de armazéns de estocagem, prédio da administração, estacionamento e câmaras frigoríficas. A perspectiva do setor pesqueiro é de que com o terminal em operação, sejam gerados cerca de 9 mil empregos diretos que até cinco embarcações de 30 metros de comprimento possam atracar, simultaneamente. Além disso, o empreendimento terá capacidade para estocar cerca de 50 mil quilos de pescado.

Autora: Sílvia Ribeiro Dantas. Fonte: Tribuna do Norte

Alimentando a População e Preservando o Meio-Ambiente

A escassez de alimentos associada às mudanças climáticas foram os principais fatores responsáveis pela queda de prósperas civilizações. Isso veio pela exploração abusiva de recursos naturais, principalmente a destruição das florestas, contaminação das águas e exaustão do solo. Devemos buscar aprender com os erros do passado e estar sempre atentos e preservando a natureza.

Atualmente, também foi previsto que as mudanças climáticas poderão, em muitos locais, diminuir a produtividade de alimentos. Áreas que hoje são grandes produtoras agrícolas poderão não vir mais a ser e num futuro próximo. Temos de nos preparar para alimentar uma crescente população, e isso está ligado às mudanças do clima onde o domínio da produtividade agrícola pode se tornar um desafio difícil, mas devemos enfrentá-lo com coragem e determinação. Para isso, buscar ampliar as formas e os locais de produção de alimentos e aproveitar tudo o que é disponível hoje e vem sendo jogado fora.

A estrutura das cidades privilegia o desperdício no descarte de restos de alimentos e outros materiais de origem orgânica. Toneladas destes resíduos de feiras, mercados, indústrias e residências são jogadas fora sem que se faça uso. Este material precisa ser processado com eficiência, fornecendo benefício à população e evitando a contaminação do meio ambiente. Hoje, a maioria das cidades brasileiras tem optado pelo processamento centralizado, com a coleta extensiva e os grandes aterros sanitários, a construção de redes de esgotos e usinas centrais para processar os resíduos.

Em geral, este modelo tem se mostrado não funcional e até mesmo pouco viável por ser excessivamente caro. Com isso, a maior parte dos efluentes urbanos nas cidades brasileiras é despejada diretamente na rede fluvial ou colocadas em depósitos de lixo inapropriados contaminando os rios, solos, lençol freático e a atmosfera. Com isso, surge a necessidade de um tratamento diferenciado, com o aproveitamento e a transformação do que antes era considerado um grande problema urbano, social e ambiental.

Hoje, os alimentos naturais são caros, pois, muitas verduras e frutas consumidas na nossa cidade vêm de outros estados. Entretanto, estes alimentos podem ser produzidos em locais próximos à sua casa, aonde, as pessoas podem vir acompanhando o crescimento e o trato dos vegetais a serem consumidos por sua família.

Produzir alimentos dentro das cidades pode ser bem mais vantajoso do que no campo, pela diminuição dos gastos no transporte, pela possibilidade de ter auxílio técnico sempre disponível para o acompanhamento destas culturas urbanas e a transformação de toneladas de resíduos alimentares em compostos orgânicos que é a etapa inicial. Acrescentamos a isso, o fato de que nas cidades brasileiras existem milhares de terrenos baldios que podem ser utilizados para produção de toneladas de alimentos orgânicos, auxiliando na melhoria da qualidade térmica e paisagística da cidade.

Reduzir a carga de dejetos orgânicos para os rios com o aproveitamento integral dos resíduos através da compostagem. Isso pode ser realizado por pequenos sistemas de processamento de baixo custo, os módulos ambientais, sistemas onde a pessoa coloca o lixo orgânico e, com 40 dias, obtém um composto de primeira qualidade para o uso em plantas. Este material pode ser utilizado na cidade e entorno. Esta proposta a ser desenvolvida será econômica, eficiente e de simples implantação, manuseio e utilização, foi criada observando as condições tropicais e o comportamento social das pessoas.

O uso da compostagem poderá reduzir a carga de resíduos ao meio ambiente, contribuindo na recuperação dos rios. A água é o principal componente responsável pela vida e consequentemente interfere na alimentação e na saúde de todos. A população ignora, desrespeita e até mesmo despreza os rios que passam na cidade, muitas vezes bem próximo de suas casas. Discutir a degradação dos rios é essencial, é preciso que encontrem soluções para a redução da carga de dejetos. Soluções diferenciadas pelo tratamento descentralizado de resíduos domésticos, nas próprias residências ou organizadas por bairros através de módulos ambientais, revolucionarão o cenário urbano.

A descarga de água da grande maioria dos rios não tem força suficiente para diluir a contaminação imposta pelas cidades, quem chega mais perto destes pode observar a quantidade de organismos mortos, intensa proliferação de algas e plantas aquáticas, sentir o mau cheiro, e em análises é possível verificar o baixo teor de O2 [oxigênio] dissolvido e valores elevados de coliformes fecais. A biodiversidade de organismos aquáticos responde negativamente à poluição. Assim, o tratamento das águas pelo aproveitamento de resíduos é ação necessária e fundamental para evitar um colapso ambiental que poderá afetar a saúde da nossa população.

AUTORIA

Alexandre Kemenes
Pesquisador da Embrapa Meio Norte
E-mail: alexandre.kemenes@cpamn.embrapa.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estudantes têm até amanhã para se inscrever na segunda etapa do ProUni

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Estudantes interessados em participar da segunda etapa de inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni) devem se inscrever até esta quinta-feira (24). Para receber uma bolsa do programa, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

Podem participar da segunda etapa de inscrições candidatos que não participaram ou não foram aprovados no primeiro processo seletivo. Quem já conseguiu o benefício não pode se inscrever novamente na disputa.

As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita (por membro da família) de até 1,5 salário mínimo. As parciais, que custeiam 50% da mensalidade, são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não passe de três salários mínimos.

Para o primeiro semestre de 2011, o Ministério da Educação (MEC) ofereceu 123 mil bolsas, mas não há informações sobre quantas já foram preenchidas na primeira etapa de inscrições.

A lista dos candidatos pré-selecionados será divulgada no domingo (27). Os aprovados devem comparecer até 4 de março às instituições para comprovar as informações e apresentar os documentos necessários. Há previsão de uma segunda chamada no dia 13 de março, caso ainda haja bolsas disponíveis.

Edição: Graça Adjuto

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Plantio de sementes transgênicas cresceu 10% em todo o mundo em 2010

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília - As plantações de sementes geneticamente modificadas cresceram 10% em 2010, em relação ao ano anterior, ocupando 148 milhões de hectares em todo o mundo. Esses dados estão no relatório anual do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa, na sigla em inglês), divulgado hoje (22). O levantamento aponta as nações em desenvolvimento como principais impulsionadoras desse crescimento.

O Isaaa informou que essas sementes já são plantadas por 15,4 milhões de agricultores em 29 países. Em 2010, pela primeira vez os dez maiores produtores de culturas geneticamente modificadas tiveram mais de 1 milhão de hectares plantados: EUA (66,8 milhões), Brasil (25,4 milhões), Argentina (22,9 milhões), Índia (9,4 milhões), Canadá (8,8 milhões), China (3,5 milhões), Paraguai (2,6 milhões), Paquistão (2,4 milhões), África do Sul (2,2 milhões) e Uruguai (1,1 milhões).

O Brasil apresentou, pelo segundo ano consecutivo, o maior crescimento em área, agregando mais 4 milhões de hectares apenas em 2010, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. “O Brasil, depois de acelerar as aprovações das culturas biotecnológicas (um total de 27, e 8 apenas em 2010) e garantir acordos de exportação, agora planta 17% das culturas biotecnológicas no mundo”, diz a nota do Isaaa.

Segundo Clive James, autor do relatório, os países em desenvolvimento ultrapassarão os países industrializados em área plantada com transgênicos em 2015. "Claramente, os países da América Latina e Ásia irão conduzir os aumentos mais agudos em hectares globais plantados com culturas transgênicas durante o restante da segunda década de comercialização dessa tecnologia", afirmou por meio de nota.

China, Índia, Brasil, Argentina e África do Sul, os cinco principais países em desenvolvimento produzindo transgênicos, plantaram 63 milhões de hectares em 2010, o equivalente a 43% a área total do mundo ocupada com essas lavouras. Segundo o Isaaa, dos 29 países produtores, 19 são nações em desenvolvimento, que aumentaram as plantações em 17%, ou 10,2 milhões de hectares em relação a 2009, enquanto nos países desenvolvidos o crescimento foi de 5%, ou 3,8 milhões de hectares.

A comercialização de sementes geneticamente modificadas começou há 15 anos, em 1996. No Brasil, a produção dessas sementes foi autorizada de forma gradual apenas a partir de 2003. Os transgênicos são um tema polêmico no país e vários movimentos sociais se opõem ao seu plantio. Sua produção, no entanto, vem aumentando, principalmente nas culturas de soja, algodão e milho.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está em ação neste início do ano com o programa Soja Livre, para atender a reivindicação de agricultores mato-grossenses que reclamaram, no ano passado, da falta de sementes convencionais no estado. A iniciativa reúne a Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Edição: João Carlos Rodrigues

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Produtores rurais de Apodi recebem 16 toneladas de sementes para o plantio


A Prefeitura do Apodi em parceria com o Governo do Estado fará a doação de 16 toneladas de sementes de milho, feijão, sorgo e algodão, para os produtores rurais familiares do município.
As sementes foram recebidas hoje pela prefeita da cidade, professora, Goreti Silveira Pinto (PMDB) que juntamente com a equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, secretario Eron Costa, diretor do Escritório Regional do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte, Rosidilson Lopes, receberam as sementes da Secretaria Estadual de Agricultura e logo montou o calendário de distribuição das sementes aos 17 Bancos de Sementes e aos produtores de algodão da Chapada do Apodi.
O secretario de Agricultura de Apodi, Eron Costa, explicou que a distribuição dos kits obedecerá à ordem de cadastramento e a condição comprovada do agricultor feita através dos Bancos de Sementes.
A distribuição das sementes já acontece nesse sábado. Serão doados; 3.660 Kg de sementes de Milho; 3.360Kg de sementes de Feijão; 2.740Kg de sementes de Sorgo e 6.000,00Kg de sementes de algodão.
CORTE DE TERRA – Mais de cinco mil hectares de terras estão sendo preparadas para o plantio em Apodi, através do Programa de Corte de Terras mantido pela Prefeitura Municipal via Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos do município.
Com a chegada das chuvas a Prefeitura do Apodi, iniciou os trabalhos de corte de terra, que, assim como no ano passado, será extensivo a todas as áreas do município. O trabalho esta sendo realizado por 20 tratores contratados pela municipalidade e parcerias com as Associações Comunitárias de Produtores Rurais de todo o território apodiense.
A prefeita, Goreti Silveira Pinto, vem dando todas as condições necessárias a coordenação do Programa Corte de Terra 2011 para que os pequenos produtores rurais e agricultores familiares do município venham a ser atendidos com o programa.
Com uma área geográfica de 1.600 km e mais de 100 comunidades rurais. Apodi é uma das cidades detentores de terras férteis e uma excelente reserva hídrica do Rio Grande do Norte. Barragem de Santa Cruz e dezenas de açudes em varias localidades da Chapada e Vale do Apodi.

Fonte: Apodi Forte

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Exportações de mel crescem 31% em relação ao ano passado

Autor: Reginaldo Rezende

As exportações de mel aumentaram 30,8% em valor e 13,7% em peso em relação a janeiro de 2010.

Ano começa com alta nas
exportações de mel.


No início deste ano, as exportações de mel aumentaram 30,8% em valor e 13,7% em peso em relação a janeiro de 2010. Entretanto, quando comparado com o mês anterior, dezembro do ano passado, ocorreram reduções de 30,4% no valor exportado, US$ 3.849.178,00, e de 29,1% nas quantidades comercializadas, 1.171.189 toneladas.
É conveniente destacar que, muito provavelmente, essa redução nas quantidades exportadas deve ser consequência de um “vazio de oferta”, em função da redução da produção brasileira de mel na última safra (leia mais sobre isso abaixo). Em janeiro de 2011, o valor médio pago pelo mel exportado foi US$ 3,29/kg, representando um aumento de 37,7% em relação ao preço do mel no mesmo mês do ano anterior, US$ 2,86/kg, e uma redução de 1,8% em relação ao preço do último mês (US$ 3,35/kg).
Considerando a taxa média de câmbio nos meses analisados, o preço médio do mel exportado em janeiro deste ano (R$ 5,54 /kg) foi 9,3% superior ao de janeiro de 2009 (R$ 5,07/kg) e 2,6% inferior ao preço do mel do último mês (R$ 5,69/kg). O preço médio do mel por Estado foi o seguinte: São Paulo e Ceará (US$ 3,42/kg); Santa Catarina e Bahia (US$ 3,31/kg); Piauí e Paraná (US$ 3,17/kg); Rio Grande do Sul (US$ 3,06/kg); e Mato Grosso do Sul (US$ 7,72/kg – provavelmente mel fracionado). Ver Planilhas 1 e 2 e gráficos.

Exportações por Estado

Em janeiro de 2011, o maior exportador foi São Paulo, com US$ 1.305.633,00, respondendo por mais de um terço (33,9%) do valor total das exportações. O segundo exportador foi o Rio Grande do Sul, com US$ 1.036.494,00, representando mais de um quarto das exportações (26,9%). Em terceiro lugar ficou o Piauí, com uma receita de exportação de mel de US$ 365.026,00. O Paraná foi o quarto exportador, com US$ 217.864,00, seguido, em quinto lugar, pelo Ceará, com US$ 194.335,00. O sexto exportador foi Santa Catarina (US$ 161.120,00). A Bahia exportou apenas US$ 3.773,00. Os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul tiveram exportações inexpressivas (US$ 660,00 e US$ 741,00). Detalhes na Planilha 2 e gráficos .

Destino das exportações no mês


Em janeiro, os Estados Unidos foram o principal destino das nossas exportações de mel, respondendo por 43,1% (US$ 1.657.372,00) da receita total das exportações do produto, ao preço de US$ 3,23/kg. A Alemanha foi o nosso segundo mercado, pagando US$ 3,39/kg de mel, gerando uma receita de US$1.042.102,00, significando 27,1% do valor total exportado. O Reino Unido absorveu 19,0% (US$ 732.923,00) das nossas exportações de mel, pagando US$ 3,26/kg. A Bélgica importou US$ 198.885,00 de mel brasileiro ao preço de US$ 3,21/kg. Também importaram mel do Brasil a Espanha (US$ 77.256,00 a US$ 3,70/kg), o Canadá (US$ 76.608,00 a US$ 3,80/kg) e a França (US$ 62.431,00 a US$ 2,99/kg). Houve, ainda, exportações residuais de mel para a Bolívia, o Japão, Hong Kong e Taiwan. Ver Planilha 03.

Dezoito empresas exportaram mel em janeiro

Apenas três empresas responderam por mais da metade (54%) das exportações de mel do Brasil no primeiro mês deste ano: uma de Santa Catarina e duas de São Paulo. Somente, seis empresas realizaram 81% do valor total de mel foi exportado, nos seguintes Estados: quatro de São Paulo, uma de Santa Catarina e uma do Rio Grande do Sul. Onze empresas responderam pelos 19% restantes do valor exportado, conforme planilha 8.

Exportações para a Europa

Sete empresas exportaram mel para a União Europeia em janeiro de 2011, sendo três de São Paulo, duas de Santa Catarina, uma do Paraná e uma do Rio Grande do Sul. Entretanto, apenas quatro empresas, três do Estado São Paulo e uma de Santa Catarina, responderam por 85% do valor total exportado, conforme planilha 9.

Considerações sobre a conjuntura do mercado

Conforme análise do mês anterior, o fato de o preço do mel exportado se manter em alta durante quase todo o ano passado, apesar das quedas nas quantidades exportadas pelo Brasil e, ainda, de iniciar o ano de 2011 com um preço de US$ 3,29/kg, bem acima do preço de janeiro de 2010 (US$ 2,86/kg), permite-nos inferir que, provavelmente, os estoques internacionais de mel continuam abaixo dos níveis normais, caracterizando-se uma situação de “vazio de oferta”. Assim, as quantidades produzidas/ofertadas são inferiores aos volumes demandados. Tal premissa se fundamenta nas constatações que seguem.
- Queda na produção nacional de mel em duas safras consecutivas (2009 e 2010), em função de estiagem/seca nas Regiões Norte e Nordeste e excesso de chuvas nas Regiões Sul e Sudeste.
- Problemas climáticos em muitos países produtores (secas, enchentes, incêndios), o crescente fenômeno mundial de perdas de enxames, conhecido por CCD (Desordem de Colapso das Colônias), ou por Síndrome de Despovoamento de Colmeias, está contribuindo para a redução da produção de mel em escala global.
- Por se tratar de um mercado caracterizado por um oligopsônio (poucos grandes compradores/importadores que influenciam na formação de preços e muitos pequenos ofertantes/exportadores), se não houvesse escassez de oferta, os preços deveriam acompanhar o comportamento de queda nas quantidades exportadas.
- Por três anos consecutivos, a produção Argentina de mel foi negativamente afetada pela seca, que atingiu as principais regiões produtoras daquele país.

Exportações de cera e própolis

Em janeiro de 2011 (como mostram as planilhas 15, 16, 17 e 18, “Exportação de outras ceras de abelhas” - NCM 1521.9019), houve reduções de 35,6% em valor e de 45,2% em peso em relação ao mesmo período do ano anterior. Do total comercializado em janeiro de 2011, US$ 347.026,00, 98,7% foi somente com o Japão (US$ 342.503,00). Os outros países de destino das nossas exportações foram Cingapura, EUA e Malásia.

Apenas dois Estados realizaram exportação em janeiro: Minas Gerais (US$ 251.790,00) e São Paulo (US$95.236). O preço subiu para US$ 97,84/kg. Ver Planilha 15 e gráficos. Na Planilha 11, referente à “Exportação de própolis” (NCM 1521.9011) em janeiro de 2011, observa-se que foram realizadas exportações no valor de US$ 9.114,00, ao preço de US$ 198,13/kg. Vale destacar que as classificações NCM 1521.9019 e NCM 1521.9011 não possibilitam uma análise mais precisa do mercado de cera de abelha e de própolis, por, muitas vezes, comportarem produtos distintos sob a mesma classificação. Provavelmente, ambas tratam do mesmo produto, ou seja, da própolis.

Fonte: SEBRAE - apicultura