O deputado Gustavo Carvalho buscou uma solução para o grave problema junto a governadora Rosalba Ciarline, Secretaria de Segurança e Defesa Social, Aldair da Rocha, Delegado Geral de Policia Civil, Fábio Rogério Silva, e ao Coronel Francisco Canindé de Araújo, Comandante Geral da Policia Militar do RN. “Cobrei um patrulhamento rural e um serviço de inteligência nos municípios que formam a Chapada do Apodi, a fim de combater o roubo de animais e assaltos naquela região”, comentou o deputado.
Preocupado com o grande número de assaltos ás propriedades rural dos municípios de Apodi, Felipe Guerra, Baraúna e Dix-sept Rosado, todos encravados na Chapada do Apodi, o vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual, Gustavo Carvalho (PSB), protocolou documentação junto á Secretário de Segurança e Defesa Social, solicitando patrulhamento rural em todas as comunidades rurais afetadas com o problema da insegurança que tem tirado a tranqüilidade do homem do campo.
A solicitação do deputado Gustavo Carvalho foi feita após encaminhamento de pedidos por parte dos pequenos criadores e produtores rurais da região que estão preocupados com a atual situação de insegurança com que passa as famílias que morra no campo.
Quando justificava o seu pleito no Plenário da Assembléia Legislativa potiguar, o deputado Gustavo Carvalho, disse que diariamente recebe em meu gabinete, reclamações de pequenos criadores e produtores rurais da Chapada do Apodi, sobre altos índices de criminalidade, principalmente assaltos e roubos de bodes nas pequenas propriedades da região, que tem tirado o sossego do homem do campo.
“Não preciso aqui destaca que na Chapada do Apodi tem um dos maiores rebanho de caprinos e ovinos do território potiguar, mas os constantes roubos de animais têm feito com que esse rebanho venha desaparecer. Existem relatos de roubos de ate 70 caprinos de uma só vez”, lamentou o parlamentar.
Em toda essa região tem se registrado inúmeras ocorrências de roubo de animais, assassinatos, invasões de propriedades entre outros crimes, daí a urgência em se fazer esse patrulhamento. Devido à falta de segurança no campo, vários produtores rurais já deixaram o campo. Outros já não mais criam caprinos.
“Toda a região vem passando por um grande movimento migratório interno, ocasionando altos índices de violência, a ponto de atingir até mesmo a zona rural daquela região. ASFOCO - Associação de Fomento e Caprinovinocultura, esta organizando uma Audiência Pública para discutir a falta de segurança na Chapada do Apodi, e tem o meu total apoio”, destacou o deputado ressaltando o grande compromisso que tem com o povo da região oeste.
Por Marcio Morais
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Tecnologia permite a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos
A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no estado do Rio de Janeiro, apresentou ontem (18/10/11), no município de São Sebastião do Alto, na região serrana do estado, o Tomatec. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela empresa para a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos.No Sítio Rio Negro, onde foi feita a apresentação, estão plantados 2 mil pés de tomates, cultivados pelos pequenos produtores locais. O evento reuniu técnicos da Embrapa Solos e agricultores das regiões serrana, norte e noroeste do estado.
Segundo o engenheiro agrônomo José Ronaldo Macedo, pesquisador da Embrapa Solos, o tomatec é um sistema de produção que permite utilizar qualquer cultivar ou variedade de tomate. Ele se caracteriza pelo ensacamento das pencas, que garante que o fruto não fique contaminado por pragas nem por resíduos de agrotóxicos.
Não se trata, contudo, de produção orgânica, uma vez que existe, quando necessária, embora em escala reduzida, a aplicação de produtos químicos contra pragas, como defensivos agrícolas ou fungicidas, esclareceu.
Macedo explicou ainda que a tecnologia permite reduzir o custo dos produtores em cerca de 10%, ampliando a produtividade em até 30%. Ele avaliou que a redução no custo é um grande ganho, porque haverá aumento de produtividade e porque a ideia no futuro é que o produtor tenha esse produto valorizado.
A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Solos baseia-se em pontos que podem ser adotados por qualquer agricultor. Um deles é a introdução do sistema de plantio direto, que envolve rotação de culturas, para o solo não ficar contaminado por pragas e doenças que atingem o tomate.
A condução do tomate, ou tutoramento, é feita nessa tecnologia de forma vertical e não inclinada, como ocorre tradicionalmente, o que favorece a criação de um microambiente muito úmido próximo às plantas. Pelo tomatec, o tutoramento é feito com fitilhos que são usados uma vez e, depois, entram na rotação de culturas, como, por exemplo, a ervilha ou o feijão de corda.
Outro ponto reúne o uso da irrigação por gotejamento com a adubação. A essa técnica dá-se o nome de fertirrigação. Na produção tradicional de tomate, os produtores usam mangueira de duas polegadas. "É um sistema muito arcaico. Na fertirrigação, o produtor fica com o tempo de irrigar e adubar liberado para fazer outros tratamentos".
Em seguida, vem o manejo integrado de pragas. Duas vezes por semana, o agricultor percorre a lavoura, analisando um número pequeno de plantas. Ele anota as doenças encontradas e, ao final do monitoramento, quantifica as pragas. "Se houver necessidade, aplica o inseticida ou fungicida". O agrônomo da Embrapa Solos destacou que como as pencas deverão estar ensacadas nessa etapa do plantio, os sacos protegem contra a aplicação de defensivos.
"E os produtores têm a garantia de que vão colher 100% dos frutos, que não são atacados pelas brocas, praga que, nos tomates, causa prejuízo de mais de 50% do plantio se não houver o tratamento adequado", explicou. Segundo Macedo, o agricultor ganha em termos de produtividade com o ensacamento, pelo fato de o inseto não conseguir atingir o fruto. Sem o ensacamento, a perda da lavoura atinge, em média, de 20% a 30%.
No fim de novembro de 2011, a Embrapa Solos realizará um dia de campo em Nova Friburgo para a apresentação do Tomatec.
PARA SABER MAIS
javascript:openWindow2('http://www.cnps.embrapa.br/publicacoes/pdfs/circulartecnica_33_tomatec.pdf');e baixe a Circular Técnica nº 33 que trata das "Recomendações Técnicas para a Produção
do Tomate Ecologicamente Cultivado - Tomatec" (arquivo PDF).
MAIS INFORMAÇÕES
Embrapa Solos
Rua Jardim Botânico, 1.024 Jardim Botânico. Rio de Janeiro, RJ
Fone: (21) 2179-4500
Fax: (21) 2274-5291
Home page: www.cnps.embrapa.br
E-mail: sac@cnps.embrapa.br
FONTE
Agência Brasil
Alana Gandra - Repórter
Graça Adjuto - Edição
Exportações chegam a US$ 202 bilhões e já superam todo o ano de 2010
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) anunciou ontem (19/10/11) que as exportações brasileiras em 2011 chegaram a US$ 202,071 bilhões entre janeiro e o dia 18 de outubro. O resultado supera o valor das exportações em todo o ano de 2010 (janeiro a dezembro), quando foi registrado um resultado recorde. Segundo o ministério, a meta para as exportações brasileiras em 2011 é de US$ 257 bilhões. O número projeta um crescimento de 27% sobre o total exportado em 2010.
No dia 17 de outubro, o ministério informou que, no acumulado do ano, até a segunda semana de outubro, com 198 dias úteis, as vendas ao exterior somavam US$ 199,809 bilhões (média diária de US$ 1,009 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 778,9 milhões), as exportações cresceram 29,6%. As importações foram de US$ 175,898 bilhões, com média diária de US$ 888,4 milhões. O resultado está 26% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 704,8 milhões).
No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 23,911 bilhões, crescimento de 66,4% em relação ao mesmo período de 2010 (US$ 14,372 bilhões). Na comparação pela média diária, o crescimento foi de 63% em relação a igual período do ano passado (US$ 74,1 milhões).
ARRECADAÇÃO FEDERAL TAMBÉM SOBE
A arrecadação federal cresceu em ritmo menor, mas voltou a bater recorde em setembro de 2011. Segundo dados divulgados ontem (19/10/11) pela Receita Federal, a arrecadação somou R$ 75,102 bilhões no mês passado, crescimento de 7,52% em relação ao mesmo mês de 2010, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor é o maior registrado para o mês.
No acumulado de 2011, a União arrecadou R$ 717,568 bilhões, alta de 12,63% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado também descontado o IPCA. Nos oito primeiros meses de 2011, o crescimento real acumulado ficou em 13,26%.
De acordo com a Receita Federal, o aumento da produção, da massa salarial e da lucratividade foram os principais fatores que contribuíram para a alta na arrecadação em 2011. A venda de bens e serviços, que impulsiona a receita dos tributos ligados ao faturamento, aumentou 12,24%, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2010.
E a massa salarial, que influencia a arrecadação do Imposto de Renda e das contribuições para a Previdência Social, subiu 15,84% nos nove primeiros meses do ano. Mesmo com a economia se expandindo em ritmo menor, esses indicadores continuam crescendo.
Outros fatores, no entanto, estão influenciando o caixa do governo federal e compensando eventuais desacelerações do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A arrecadação do parcelamento especial de dívidas com a União, chamado de Refis da Crise, somou R$ 2 bilhões apenas em setembro, contra R$ 1,850 bilhão em agosto. No acumulado de 2011, o parcelamento extraordinário somou R$ 16,2 bilhões.
As altas do dólar e das importações também influenciaram a arrecadação em 2011. De acordo com a Receita, houve elevação de 28,12% do valor em dólar das compras do exterior neste ano. Isso se refletiu em alta real, considerando o IPCA, de 17,55% do Imposto de Importação, nos nove primeiros meses de 2011, e de 11,36% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vinculado às importações.
O reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito da pessoa física e nas operações de câmbio também interferiu na arrecadação em 2011. A arrecadação do imposto cresceu 16,13% no acumulado do ano, também descontado o IPCA.
FONTE
Agência Brasil
Daniel Lima, Kelly Oliveira e Wellton Máximo - Repórteres
Lílian Beraldo e Lana Cristina - Edição
No dia 17 de outubro, o ministério informou que, no acumulado do ano, até a segunda semana de outubro, com 198 dias úteis, as vendas ao exterior somavam US$ 199,809 bilhões (média diária de US$ 1,009 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 778,9 milhões), as exportações cresceram 29,6%. As importações foram de US$ 175,898 bilhões, com média diária de US$ 888,4 milhões. O resultado está 26% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 704,8 milhões).
No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 23,911 bilhões, crescimento de 66,4% em relação ao mesmo período de 2010 (US$ 14,372 bilhões). Na comparação pela média diária, o crescimento foi de 63% em relação a igual período do ano passado (US$ 74,1 milhões).
ARRECADAÇÃO FEDERAL TAMBÉM SOBE
A arrecadação federal cresceu em ritmo menor, mas voltou a bater recorde em setembro de 2011. Segundo dados divulgados ontem (19/10/11) pela Receita Federal, a arrecadação somou R$ 75,102 bilhões no mês passado, crescimento de 7,52% em relação ao mesmo mês de 2010, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor é o maior registrado para o mês.
No acumulado de 2011, a União arrecadou R$ 717,568 bilhões, alta de 12,63% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado também descontado o IPCA. Nos oito primeiros meses de 2011, o crescimento real acumulado ficou em 13,26%.
De acordo com a Receita Federal, o aumento da produção, da massa salarial e da lucratividade foram os principais fatores que contribuíram para a alta na arrecadação em 2011. A venda de bens e serviços, que impulsiona a receita dos tributos ligados ao faturamento, aumentou 12,24%, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2010.
E a massa salarial, que influencia a arrecadação do Imposto de Renda e das contribuições para a Previdência Social, subiu 15,84% nos nove primeiros meses do ano. Mesmo com a economia se expandindo em ritmo menor, esses indicadores continuam crescendo.
Outros fatores, no entanto, estão influenciando o caixa do governo federal e compensando eventuais desacelerações do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A arrecadação do parcelamento especial de dívidas com a União, chamado de Refis da Crise, somou R$ 2 bilhões apenas em setembro, contra R$ 1,850 bilhão em agosto. No acumulado de 2011, o parcelamento extraordinário somou R$ 16,2 bilhões.
As altas do dólar e das importações também influenciaram a arrecadação em 2011. De acordo com a Receita, houve elevação de 28,12% do valor em dólar das compras do exterior neste ano. Isso se refletiu em alta real, considerando o IPCA, de 17,55% do Imposto de Importação, nos nove primeiros meses de 2011, e de 11,36% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vinculado às importações.
O reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito da pessoa física e nas operações de câmbio também interferiu na arrecadação em 2011. A arrecadação do imposto cresceu 16,13% no acumulado do ano, também descontado o IPCA.
FONTE
Agência Brasil
Daniel Lima, Kelly Oliveira e Wellton Máximo - Repórteres
Lílian Beraldo e Lana Cristina - Edição
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Empresários e trabalhadores lançam movimento pedindo redução de juros, aumento da produção e mais empregos

Integrantes de sindicatos e líderes da indústria lançaram ontem (18/10/11), em um hotel em São Paulo, o Movimento por Brasil com Juros Baixos: Mais Empregos e Maior Produção. Em seguida, os manifestantes caminharam em direção ao prédio do Banco Central (BC), na Avenida Paulista, onde fizeram um ato público. Entre as entidades participantes da manifestação, estavam a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Segundo os organizadores, as entidades patronais e de trabalhadores que assinam o documento acreditam que reduzir a taxa de juros, deixando-a em um percentual igual às de outros países emergentes, é fundamental para garantir o crescimento do Brasil, com distribuição de renda e justiça social. "Os altos juros não consomem apenas recursos públicos. Também espalham para toda a economia o alto custo do crédito, fomentando o comportamento rentista e improdutivo, corroendo o poder de compra das famílias e drenando recursos do setor produtivo", diz o manifesto.
De acordo com o texto, a crise financeira mundial, que começou em 2008, ainda não acabou. A Europa, os Estados Unidos e o Japão, assinala o manifesto, ainda não encontraram um caminho para a normalização da atividade econômica, que já atinge até a China, cujo ritmo de atividade produtiva foi reduzido. "Dado o quadro de incertezas que nos cerca, já passou da hora de caminharmos para taxas de juros mais próximas ao padrão internacional. Menor taxa de juros implica menor entrada de capitais especulativos, câmbio mais realista e competitivo, redução de custo de oportunidade do capital, maior equilíbrio das contas públicas e maior renda para as famílias."
Empresários e trabalhadores lançam movimento pedindo redução de juros, aumento da produção e mais empregos: Página na internet do Movimento por Brasil com Juros Baixos: Mais Empregos e Maior Produção
Créditos: DivulgaçãoO presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Márcio Pochmann, disse que o manifesto é um compromisso de todos com o Brasil e tecnicamente não há justificativas para que o país tenha taxas de juros no patamar atual. "Precisamos seguir na trajetória que vem sendo feita nos últimos anos e permitir que essa massa de recursos que está no sistema financeiro de forma improdutiva possa transitar para os investimentos produtivos". Para Pochmann, não há nada que impeça o país de ter uma taxa de juros melhor, somente o medo de ousar.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, ressaltou que o movimento não está enfrentando "qualquer um", mas o sistema financeiro cuja potência é maior. Entretanto, ele disse que chegou o momento de a sociedade se manifestar de fato e mostrar que não está mais disposta a aceitar taxas tão altas. "Se juntássemos o empresariado que tem coragem e topássemos fazer uma paralisação total no dia em que o Banco Central ser reunirá, poderíamos ver realmente o que o governo pensa".
Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, juros mais baixos são de interesse de toda a população, que não pode mais permitir a especulação. "Faz 16 anos que os juros do Brasil são um absurdo. O volume de salários sem encargos e de juros é parecido. Isso é injusto. Não sou contra salário bom, pois salário bom significa bem-estar, qualidade de vida, consumo, mais produção."
PARA SABER MAIS
Acesse: www.brasilcomjurosbaixos.com.br
FONTE
Agência Brasil
Flávia Albuquerque - Repórter
João Carlos Rodrigues - Edição
Situação da fome no mundo é alarmante e dramática, diz FAO
Representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiram ontem (18/10/11) a comunidade internacional sobre a situação da fome no mundo, considerada por eles alarmante e dramática. Para os especialistas, a situação se agrava com o crescimento da população mundial e a elevação constante dos preços dos alimentos. A região que mais sofre no mundo é a conhecida como Chifre da África, onde está a Somália.
"Uma em cada sete pessoas no mundo vai para a cama com fome, na maioria mulheres e crianças", disse a diretora da representação do PAM em Genebra (Suíça), Lauren Landis, no seminário intitulado Lutar Juntos Contra a Fome. "A fome mata anualmente mais pessoas do que os vírus que transmitem a aids, a malária e a tuberculose", acrescentou.
No período de 2005 a 2008, os preços dos alimentos atingiram o nível mais elevado dos últimos 30 anos. Os alimentos mais afetados são o milho e o arroz. "A situação assumiu proporções dramáticas a partir de 2008, quando os preços alcançaram um pico histórico e quase duplicaram em um período de três a quatro anos", disse o diretor da FAO em Genebra, Abdessalam Ould Ahmed.
Ahmed acrescentou ainda que a situação atual é "mais dramática" porque o aumento dos preços dos alimentos ocorre no mesmo momento do agravamento da crise econômica internacional.
Para ele, a elevação dos preços é uma consequência, entre outros fatores, do aumento substancial da população mundial. "Cada ano existem no mundo mais 80 milhões de bocas para alimentar", disse Ahmed.
DILMA DEFENDE POLÍTICAS INCLUSIVAS
Ao discursar ontem (18/10/11) na reunião da Cúpula do Ibas, grupo de cooperação multilateral que reúne Índia, Brasil e África do Sul, a presidente Dilma Rousseff defendeu que as três nações levem uma posição unificada à reunião do G20, que ocorre nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, na França.
Essa posição, na opinião da presidente brasileira, deve ser contrária às políticas protecionistas que provoquem a guerra cambial e devem necessariamente ter a orientação de incluir socialmente as populações menos favorecidas. "Nesta Cúpula do G20, precisamos transmitir, em novembro, uma forte mensagem de coesão política e de coordenação macroeconômica. Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social, em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos", disse Dilma.
"A grave crise financeira que hoje vivemos expõe a fragilidade da governança econômica global e as dificuldades que enfrentam as lideranças políticas que estão no epicentro da crise. Como vivemos num mundo globalizado e sofremos as consequências das turbulências do mundo desenvolvido, temos também o direito e o dever de participar da busca de soluções para essa situação de crise. Sabemos ser necessário um acordo credível entre os países europeus, para impedir que a crise fique incontrolável, afetando o mundo", destacou a presidente.
A declaração foi feita após o encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Mohamd Manmohan Singh.
Como prioridade para resolver a crise, Dilma destacou a necessidade de os países resolverem suas dívidas e fazerem os devidos ajustes fiscais.
"É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro. É fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo. É importante buscar a consolidação fiscal e a solidez dos sistemas bancários", disse a presidente brasileira.
Dilma voltou a defender uma reforma mais profunda nas instituições multilaterais com uma participação maior dos países emergentes na direção desses fóruns. Essa é uma bandeira antiga dos países do Ibas que defendem uma reestruuração do Banco Mundial (BID) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "O Ibas está ampliando, de maneira expressiva, a voz dos países em desenvolvimento nos fóruns multilaterais e reforçando nossa capacidade de responder de modo eficaz aos desafios de um mundo em profunda transformação", disse a presidente.
"Comprovamos que políticas macroeconômicas fiscalmente responsáveis são compatíveis com medidas ativas de distribuição da renda e inclusão social. Fizemos da rigorosa regulamentação financeira e da consolidação fiscal pré-requisitos da robustez de nossas economias. Esse legado deve se refletir no processo de reforma em curso no Fundo Monetário e no Banco Mundial conferindo aos países emergentes um poder de voto equivalente a seu peso crescente na economia mundial. As reformas acertadas em 2009 têm de ser levadas a cabo", destacou.
A participação dos emergentes na solução da crise, para a presidente brasileira, tem importância fundamental. "Sabemos que processos recessivos jamais conduziram país algum a sair das crises e do desemprego. Temos credenciais sólidas para exigir novos fundamentos para a arquitetura financeira mundial. Nós reforçamos nossa capacidade de resistência à crise ao estimularmos o fortalecimento de nossos mercados internos incluindo socialmente nossas populações e gerando emprego", destacou.
FONTE
Agência Brasil
Renata Giraldi e Luciana Lima - Repórteres
Lílian Beraldo - Edição
"Uma em cada sete pessoas no mundo vai para a cama com fome, na maioria mulheres e crianças", disse a diretora da representação do PAM em Genebra (Suíça), Lauren Landis, no seminário intitulado Lutar Juntos Contra a Fome. "A fome mata anualmente mais pessoas do que os vírus que transmitem a aids, a malária e a tuberculose", acrescentou.
No período de 2005 a 2008, os preços dos alimentos atingiram o nível mais elevado dos últimos 30 anos. Os alimentos mais afetados são o milho e o arroz. "A situação assumiu proporções dramáticas a partir de 2008, quando os preços alcançaram um pico histórico e quase duplicaram em um período de três a quatro anos", disse o diretor da FAO em Genebra, Abdessalam Ould Ahmed.
Ahmed acrescentou ainda que a situação atual é "mais dramática" porque o aumento dos preços dos alimentos ocorre no mesmo momento do agravamento da crise econômica internacional.
Para ele, a elevação dos preços é uma consequência, entre outros fatores, do aumento substancial da população mundial. "Cada ano existem no mundo mais 80 milhões de bocas para alimentar", disse Ahmed.
DILMA DEFENDE POLÍTICAS INCLUSIVAS
Ao discursar ontem (18/10/11) na reunião da Cúpula do Ibas, grupo de cooperação multilateral que reúne Índia, Brasil e África do Sul, a presidente Dilma Rousseff defendeu que as três nações levem uma posição unificada à reunião do G20, que ocorre nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, na França.
Essa posição, na opinião da presidente brasileira, deve ser contrária às políticas protecionistas que provoquem a guerra cambial e devem necessariamente ter a orientação de incluir socialmente as populações menos favorecidas. "Nesta Cúpula do G20, precisamos transmitir, em novembro, uma forte mensagem de coesão política e de coordenação macroeconômica. Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social, em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos", disse Dilma.
"A grave crise financeira que hoje vivemos expõe a fragilidade da governança econômica global e as dificuldades que enfrentam as lideranças políticas que estão no epicentro da crise. Como vivemos num mundo globalizado e sofremos as consequências das turbulências do mundo desenvolvido, temos também o direito e o dever de participar da busca de soluções para essa situação de crise. Sabemos ser necessário um acordo credível entre os países europeus, para impedir que a crise fique incontrolável, afetando o mundo", destacou a presidente.
A declaração foi feita após o encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Mohamd Manmohan Singh.
Como prioridade para resolver a crise, Dilma destacou a necessidade de os países resolverem suas dívidas e fazerem os devidos ajustes fiscais.
"É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro. É fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo. É importante buscar a consolidação fiscal e a solidez dos sistemas bancários", disse a presidente brasileira.
Dilma voltou a defender uma reforma mais profunda nas instituições multilaterais com uma participação maior dos países emergentes na direção desses fóruns. Essa é uma bandeira antiga dos países do Ibas que defendem uma reestruuração do Banco Mundial (BID) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "O Ibas está ampliando, de maneira expressiva, a voz dos países em desenvolvimento nos fóruns multilaterais e reforçando nossa capacidade de responder de modo eficaz aos desafios de um mundo em profunda transformação", disse a presidente.
"Comprovamos que políticas macroeconômicas fiscalmente responsáveis são compatíveis com medidas ativas de distribuição da renda e inclusão social. Fizemos da rigorosa regulamentação financeira e da consolidação fiscal pré-requisitos da robustez de nossas economias. Esse legado deve se refletir no processo de reforma em curso no Fundo Monetário e no Banco Mundial conferindo aos países emergentes um poder de voto equivalente a seu peso crescente na economia mundial. As reformas acertadas em 2009 têm de ser levadas a cabo", destacou.
A participação dos emergentes na solução da crise, para a presidente brasileira, tem importância fundamental. "Sabemos que processos recessivos jamais conduziram país algum a sair das crises e do desemprego. Temos credenciais sólidas para exigir novos fundamentos para a arquitetura financeira mundial. Nós reforçamos nossa capacidade de resistência à crise ao estimularmos o fortalecimento de nossos mercados internos incluindo socialmente nossas populações e gerando emprego", destacou.
FONTE
Agência Brasil
Renata Giraldi e Luciana Lima - Repórteres
Lílian Beraldo - Edição
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Operações em série libertam 35 de trabalho escravo rural
Grupo móvel mantido pelo governo federal encontrou 21 trabalhadores em condições de escravidão em duas propriedades em Passos Maia (SC) e Porto União (SC). Representação estadual da fiscalização libertou mais 14 pessoas
Por: Bianca Pyl, da Repórter Brasil
Fiscalizações que se sucederam em municípios da zona rural de Santa Catarina libertaram 35 pessoas de condições análogas à escravidão. As vítimas atuavam no corte e extração de pinus e na colheita de erva-mate.
Entre 13 e 23 de setembro, o grupo móvel de fiscalização – composto pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Polícia Federal (PF) – esteve em duas propriedades localizadas nos municípios de Passos Maia (SC) e Porto União (SC).
Na Fazenda Santo Agostinho (antiga Fazenda Zoller), foram resgatados seis trabalhadores em uma área de cultivo e reflorestamento de pinus. Uma parte do grupo estava no local desde agosto e a outra havia iniciado em setembro. A propriedade fica em Passos Maia (SC) e pertence a Laci Dagmar Zoller Ribeiro, que também é dona da Fazenda Videira, ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2007. Na ocasião, pistoleiros teriam atirado contra as famílias que estavam acampadas.
De acordo com Juliane Mombelle, procuradora do trabalho lotada no Rio de Janeiro (RJ) que fez parte do grupo móvel, os empregados da Fazenda Santo Agostinho pagavam para trabalhar. "Eles tinham que alugar o cavalo do capataz para carregar as toras de madeira cortadas no meio da floresta, além de todo o contexto degradante em que viviam", explicou.
Os trabalhadores ficavam alojados em uma casa em péssimo estado, dividida em dois cômodos, que alojava um grupo de três pessoas em cada cômodo. Não havia camas, somente pedaços de espuma colocados no chão. Banheiros ou chuveiros não estavam disponíveis para os empregados.
Um tambor era usado como fogão para a preparação da comida. O chefe da "turma" (cada uma delas tinha três trabalhadores) era responsável pela alimentação e transporte dos empregados. Eram eles que repassavam o pagamento por produção ao restante da "turma". As ferramentas e as motosserras eram dos próprios trabalhadores.
Outros cinco empregados que trabalhavam sem registro tiveram suas Carteiras de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) assinadas após a fiscalização. "Não houve resgate porque eles não ficavam alojados na propriedade, como o outro grupo [que acabou sendo resgatado]", observou Juliane.
As irregularidades encontradas geraram a lavratura de 48 autos de infração. Segundo a procuradora, a empregadora Laci Dagmar não aceitou pagar indenização por dano moral coletivo. Por esse motivo, o MPT deve ingressar na Justiça com uma ação civil pública para requerer o valor.
Erlon Ribeiro, marido de Laci Dagmar Zoller Ribeiro e diretor da construtora Andrade Ribeiro, afirmou à Repórter Brasil que a denúncia de trabalho escravo partiu de um ex-empreiteiro que queria prejudicá-lo. "Fizeram um teatro na nossa propriedade, bem na semana que eu estava de férias. E eu não pude acompanhar a fiscalização", declarou à reportagem.
O problema ocorreu, na visão dele, porque os empregados não aceitaram dormir no alojamento adequado, próximo à sede da fazenda. "Eles preferem ficar afastados para ficar à vontade. Gostam de fumar e tomar pinga. Foi nosso erro ter deixado eles escolherem", disse. O empresário pagou as verbas rescisórias e está aguardando a desinterdição da propriedade.
Erva-mate
A mesma equipe do grupo móvel visitou uma outra propriedade em Porto União (SC). No local, encontraram nove pessoas, sendo duas delas adolescentes com apenas 15 anos de idade, em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores eram todos de General Carneiro (PR) e tinham se deslocado até a fazenda para a colheita de erva mate. Estavam no local desde o início de setembro, apenas um chegara no mês de outubro.
Os trabalhadores estavam alojados em barracas de lona construídas no meio da mata e em uma pequena casa de madeira (3m x 2m), sem portas ou janelas. Dormiam em "colchões" de espumas espalhados pelo chão. Não havia instalações sanitárias ou elétricas no local.
"O frio e o vento eram intensos, conforme as características climáticas da região", conta a procuradora Juliane. Mesmo com as baixas temperaturas, o banho era tomado na nascente de um rio que corria pela propriedade. Os cobertores disponíveis eram insuficientes. "Encontramos um trabalhador com febre e um adolescente com um corte na mão. Nenhum deles teve assistência médica ou qualquer socorro", relatou a procuradora. Não havia uso de equipamento de proteção individual (EPI) para a execução do trabalho.
A água consumida perlos empregados vinha do mesmo local usado para tomar banho. "A situação vivida por essas pessoas era totalmente degradante", definiu Juliane. O intermediário Alvir Ferreira de Mello fornecia a alimentação, que era descontava na hora do pagamento. "A mata era nativa e o dono ´vendeu a fazenda em pé´ para Alvir, que aliciou os trabalhadores e gerenciava o trabalho. Além de vender a erva colhida", explicou a procuradora.
O vínculo empregatício foi estabelecido com Alvir, que assinou as carteiras de trabalho, mas se recusou a pagar as verbas rescisórias. O MPT moveu ação civil pública para exigir o pagamento das verbas e dos valores referentes a danos morais individuais e coletivos. O proprietário da fazenda também assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a não permitir que situações como essa ocorram novamente. A Repórter Brasil não conseguiu encontrar os envolvidos para comentar o caso.
Para acompanhar a matéria completa sobre o trabalho escravo rural, acesse o site do Repórter Brasil.
Por: Bianca Pyl, da Repórter Brasil
Fiscalizações que se sucederam em municípios da zona rural de Santa Catarina libertaram 35 pessoas de condições análogas à escravidão. As vítimas atuavam no corte e extração de pinus e na colheita de erva-mate.
Entre 13 e 23 de setembro, o grupo móvel de fiscalização – composto pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Polícia Federal (PF) – esteve em duas propriedades localizadas nos municípios de Passos Maia (SC) e Porto União (SC).
Na Fazenda Santo Agostinho (antiga Fazenda Zoller), foram resgatados seis trabalhadores em uma área de cultivo e reflorestamento de pinus. Uma parte do grupo estava no local desde agosto e a outra havia iniciado em setembro. A propriedade fica em Passos Maia (SC) e pertence a Laci Dagmar Zoller Ribeiro, que também é dona da Fazenda Videira, ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2007. Na ocasião, pistoleiros teriam atirado contra as famílias que estavam acampadas.
De acordo com Juliane Mombelle, procuradora do trabalho lotada no Rio de Janeiro (RJ) que fez parte do grupo móvel, os empregados da Fazenda Santo Agostinho pagavam para trabalhar. "Eles tinham que alugar o cavalo do capataz para carregar as toras de madeira cortadas no meio da floresta, além de todo o contexto degradante em que viviam", explicou.
Os trabalhadores ficavam alojados em uma casa em péssimo estado, dividida em dois cômodos, que alojava um grupo de três pessoas em cada cômodo. Não havia camas, somente pedaços de espuma colocados no chão. Banheiros ou chuveiros não estavam disponíveis para os empregados.
Um tambor era usado como fogão para a preparação da comida. O chefe da "turma" (cada uma delas tinha três trabalhadores) era responsável pela alimentação e transporte dos empregados. Eram eles que repassavam o pagamento por produção ao restante da "turma". As ferramentas e as motosserras eram dos próprios trabalhadores.
Outros cinco empregados que trabalhavam sem registro tiveram suas Carteiras de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) assinadas após a fiscalização. "Não houve resgate porque eles não ficavam alojados na propriedade, como o outro grupo [que acabou sendo resgatado]", observou Juliane.
As irregularidades encontradas geraram a lavratura de 48 autos de infração. Segundo a procuradora, a empregadora Laci Dagmar não aceitou pagar indenização por dano moral coletivo. Por esse motivo, o MPT deve ingressar na Justiça com uma ação civil pública para requerer o valor.
Erlon Ribeiro, marido de Laci Dagmar Zoller Ribeiro e diretor da construtora Andrade Ribeiro, afirmou à Repórter Brasil que a denúncia de trabalho escravo partiu de um ex-empreiteiro que queria prejudicá-lo. "Fizeram um teatro na nossa propriedade, bem na semana que eu estava de férias. E eu não pude acompanhar a fiscalização", declarou à reportagem.
O problema ocorreu, na visão dele, porque os empregados não aceitaram dormir no alojamento adequado, próximo à sede da fazenda. "Eles preferem ficar afastados para ficar à vontade. Gostam de fumar e tomar pinga. Foi nosso erro ter deixado eles escolherem", disse. O empresário pagou as verbas rescisórias e está aguardando a desinterdição da propriedade.
Erva-mate
A mesma equipe do grupo móvel visitou uma outra propriedade em Porto União (SC). No local, encontraram nove pessoas, sendo duas delas adolescentes com apenas 15 anos de idade, em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores eram todos de General Carneiro (PR) e tinham se deslocado até a fazenda para a colheita de erva mate. Estavam no local desde o início de setembro, apenas um chegara no mês de outubro.
Os trabalhadores estavam alojados em barracas de lona construídas no meio da mata e em uma pequena casa de madeira (3m x 2m), sem portas ou janelas. Dormiam em "colchões" de espumas espalhados pelo chão. Não havia instalações sanitárias ou elétricas no local.
"O frio e o vento eram intensos, conforme as características climáticas da região", conta a procuradora Juliane. Mesmo com as baixas temperaturas, o banho era tomado na nascente de um rio que corria pela propriedade. Os cobertores disponíveis eram insuficientes. "Encontramos um trabalhador com febre e um adolescente com um corte na mão. Nenhum deles teve assistência médica ou qualquer socorro", relatou a procuradora. Não havia uso de equipamento de proteção individual (EPI) para a execução do trabalho.
A água consumida perlos empregados vinha do mesmo local usado para tomar banho. "A situação vivida por essas pessoas era totalmente degradante", definiu Juliane. O intermediário Alvir Ferreira de Mello fornecia a alimentação, que era descontava na hora do pagamento. "A mata era nativa e o dono ´vendeu a fazenda em pé´ para Alvir, que aliciou os trabalhadores e gerenciava o trabalho. Além de vender a erva colhida", explicou a procuradora.
O vínculo empregatício foi estabelecido com Alvir, que assinou as carteiras de trabalho, mas se recusou a pagar as verbas rescisórias. O MPT moveu ação civil pública para exigir o pagamento das verbas e dos valores referentes a danos morais individuais e coletivos. O proprietário da fazenda também assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a não permitir que situações como essa ocorram novamente. A Repórter Brasil não conseguiu encontrar os envolvidos para comentar o caso.
Para acompanhar a matéria completa sobre o trabalho escravo rural, acesse o site do Repórter Brasil.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
RN leva novas variedades de arroz ao consumidor
Análises comprovam que os tipos MNA 901 e MNA 902 têm boa qualidade e produtividade.
Sandra Monteiro
Natal - O plantio do arroz vermelho orgânico, cultivado há cerca de três meses no Vale do Apodi, no Rio Grande do Norte, será expandido para outros municípios da região. A qualidade dos grãos e a boa adaptação ao solo contribuíram para que o plantio das variedades MNA 901 e MNA 902 seja ampliado. O projeto, desenvolvido com apoio do Sebrae no Rio Grande do Norte, foi realizado em fase experimental no assentamento Lagoa do Saco, no município de Felipe Guerra.
O aumento das áreas plantadas permitirá que, pela primeira vez no Brasil, as duas variedades cheguem ao consumidor. “Diante das características apresentadas, vamos aumentar o raio de implantação das novas variedades, que devem fazer o diferencial na produção estadual”, destaca Lecy Gadelha, gestor do Projeto Arroz do Vale do Apodi.
Mercado consumidor
O desafio agora será estimular o consumo interno do produto. Grande parte da produção do Vale do Apodi é destinada aos estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco. O arroz vermelho de Felipe Guerra será apresentado durante a Festa do Boi, que acontecerá de 8 a 15 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. O projeto é uma parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte e a Embrapa Meio Norte, de Teresina (PI), responsável por fornecer as sementes.
Desde 2008, as 17 famílias produtoras de arroz vermelho do Assentamento Lagoa do Saco recebem assessoria e orientação do Sebrae. As capacitações renderam aos produtores a conquista da certificação em Produção Orgânica, como Organismo de Controle Social – Venda Direta, concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no ano passado.
Serviço
Sebrae no Rio Grande do Norte
(84) 3616.7910 - www.rn.agenciasebrae.com.br
Sandra Monteiro
Natal - O plantio do arroz vermelho orgânico, cultivado há cerca de três meses no Vale do Apodi, no Rio Grande do Norte, será expandido para outros municípios da região. A qualidade dos grãos e a boa adaptação ao solo contribuíram para que o plantio das variedades MNA 901 e MNA 902 seja ampliado. O projeto, desenvolvido com apoio do Sebrae no Rio Grande do Norte, foi realizado em fase experimental no assentamento Lagoa do Saco, no município de Felipe Guerra.O aumento das áreas plantadas permitirá que, pela primeira vez no Brasil, as duas variedades cheguem ao consumidor. “Diante das características apresentadas, vamos aumentar o raio de implantação das novas variedades, que devem fazer o diferencial na produção estadual”, destaca Lecy Gadelha, gestor do Projeto Arroz do Vale do Apodi.
Mercado consumidor
O desafio agora será estimular o consumo interno do produto. Grande parte da produção do Vale do Apodi é destinada aos estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco. O arroz vermelho de Felipe Guerra será apresentado durante a Festa do Boi, que acontecerá de 8 a 15 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. O projeto é uma parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte e a Embrapa Meio Norte, de Teresina (PI), responsável por fornecer as sementes.
Desde 2008, as 17 famílias produtoras de arroz vermelho do Assentamento Lagoa do Saco recebem assessoria e orientação do Sebrae. As capacitações renderam aos produtores a conquista da certificação em Produção Orgânica, como Organismo de Controle Social – Venda Direta, concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no ano passado.
Serviço
Sebrae no Rio Grande do Norte
(84) 3616.7910 - www.rn.agenciasebrae.com.br
Bolsa Verde entra em vigor no Dia Mundial de Combate à Pobreza
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - No Dia Mundial de Combate à Pobreza, comemorado hoje (17), a edição do Diário Oficial da União traz publicada a sanção da presidenta Dilma Rousseff à lei que cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, conhecido como Bolsa Verde, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria.
O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza que vivam em unidades de conservação e desenvolvam ações para preservá-las. O objetivo é aliar a preservação ambiental à melhoria das condições de vida e a elevação da renda.
São condições para receber a bolsa estar em situação de extrema pobreza, fazer parte do cadastro único para programas sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação nas áreas previstas.
A família também deverá estar inscrita em cadastro a ser mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e aderir ao Programa de Apoio à Conservação Ambiental por meio da assinatura de termo de adesão. A transferência dos recursos será feita por até dois anos, podendo ser prorrogada.
Entre as áreas de conservação abrangidas pela lei estão florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável federais; projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.
A lei define que para cumprir os objetivos do programa, a União fica autorizada a disponibilizar serviços de assistência técnica a famílias em situação de extrema pobreza que desenvolvam as atividades de conservação de recursos naturais no meio rural.
Edição: Talita Cavalcante
Repórter da Agência Brasil
Brasília - No Dia Mundial de Combate à Pobreza, comemorado hoje (17), a edição do Diário Oficial da União traz publicada a sanção da presidenta Dilma Rousseff à lei que cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, conhecido como Bolsa Verde, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria.
O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza que vivam em unidades de conservação e desenvolvam ações para preservá-las. O objetivo é aliar a preservação ambiental à melhoria das condições de vida e a elevação da renda.
São condições para receber a bolsa estar em situação de extrema pobreza, fazer parte do cadastro único para programas sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação nas áreas previstas.
A família também deverá estar inscrita em cadastro a ser mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e aderir ao Programa de Apoio à Conservação Ambiental por meio da assinatura de termo de adesão. A transferência dos recursos será feita por até dois anos, podendo ser prorrogada.
Entre as áreas de conservação abrangidas pela lei estão florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável federais; projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.
A lei define que para cumprir os objetivos do programa, a União fica autorizada a disponibilizar serviços de assistência técnica a famílias em situação de extrema pobreza que desenvolvam as atividades de conservação de recursos naturais no meio rural.
Edição: Talita Cavalcante
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Aquisição de alevino de qualidade, um dos gargalhos da criação de peixe

Piscicultores: Francisco Alan - sítio juazeiro, Poroca – baixa fechada e Antonio Fernandes - baixa fechada
Aquisição e povoamento nos tanques de alevino de qualidade, é um importante aliado no resultado final de um ciclo de produção, que começa com alevino, ração de qualidade na hora e na quantidade certa, uma renovação de água constante para garantir uma oferta de oxigênio, aliado a um bom manejo são instrumentos fundamentais para um bom desempenho da produção.
O Nosso estado hoje não tem uma oferta suficiente de alevino, precisamos recorrer a outros estados, como Ceará ou Paraíba, para abastecer as nossas necessidades, tanto no projeto de criação de peixe em tanque rede na barragem de Santa Cruz, como no projeto de tanque rede do escavado no Vale.
Segundos levantamentos da Secretaria de Agricultura, do departamento de piscicultura no ano de 2011 já foram comprados algo em torno de 300 milheiros de alevino no município de Apodi, recentemente foi feito povoamento de 14 milheiros de alevinos, onde foram adquiridos na cidade de São Bento\PB a 170 km de distância de Apodi.
ASCOM - PMA
COMPRA E DISTRIBUIÇÃO DE RAÇÃO

Como a criação de peixe em é uma atividade nova ainda, não existe oferta de ração suficiente nas lojas do ramo em Apodi, pensando nisso a Secretaria de Agricultura de Apodi montou a seguinte logística para o ciclo de produção, geralmente dependendo do desempenho e manejo, dura seis meses, então através do técnico é feito uma planilha de estocagem e dividida a compra de duas vezes, a Associação dos Piscicultores do Vale do Apodi - APIVA faz arrecadação.
A compra da reação é realizada, portanto no período de seis meses, sendo transportado em um carro tipo F – 1000 e sendo estocado para uso durante o período supracitado.
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