sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Prefeitura faz escavação de tanque para criação de peixe no Sitio Juazeiro



Fátima Nunes presidente da APIVA, produtor Antonio Fernandes e o Secretário de Agricultura Elthon Nuremberg


Com o objetivo de melhorar a renda familiar e também garantir a permanência do homem no campo, a Prefeitura Municipal de Apodi está investindo da cadeia produtiva do pescado, onde o SEBRAE ficou responsável pelo trabalho de capacitação humano e acompanhamento do manejo da produção, e a Prefeitura ficou responsável pela a escavação dos tanques, transporte de alevinos e a ração.


O trabalho de acompanhamento é realizado pela APIVA – Associação dos Piscicultores de Apodi e Secretaria de Agricultura, na escavação dos tanques, onde já foram construídos 28 tanques em nove comunidades, com uma tecnologia simples que permite produção de peixe da espécie de Tilápia.

sábado, 8 de outubro de 2011

Fim de semana deve ser quente em praticamente todo o Brasil

Atual condição da temperatura deve mudar com o avanço de frente fria e massa de ar frio nas próximas semanas
O fim de semana será abafado na maior parte do Brasil, com exceção da costa do Rio Grande do Sul. Segundo previsão da Somar Meteorologia, os termômetros devem passar dos 30°C no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e dos 33°C no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e oeste de São Paulo e de Minas Gerais.

– Entretanto, ao longo das próximas duas semanas, o avanço de uma frente fria e de uma massa de ar frio devem fazer com que o calor diminua em boa parte do Centro e Sul do país – conta o meteorologista Celso Oliveira.

Até 21 de outubro, a máxima passa dos 33°C apenas no Norte e Nordeste e dos 30°C no Centro-Oeste. De acordo com a Somar, apesar da atual elevação da temperatura, o destaque vai para a entrada de uma massa de ar polar, que será responsável por declínio da temperatura, especialmente entre o Sudeste e Centro-Oeste.

Até a terça, dia 11, a temperatura entra em declínio no Rio Grande do Sul, com mínima entre 9°C e 12°C. O frio alcança Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais até o dia 20 de outubro. A temperatura máxima segue o mesmo caminho, com declínio acentuado na região Sul entre 12 e 16 de outubro e ao longo da costa do Sudeste e Sul entre 17 e 21 de outubro.


SOMAR

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasil precisa dobrar investimentos em ciência, tecnologia e inovação

A ampliação dos recursos destinados pelo governo à ciência, tecnologia e inovação foi a tônica do primeiro dia do Seminário Internacional de Inovação Agropecuária, realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, ontem (05/10/11).

O presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação, Paulo Piau (PMDB-MG), expressou seu descontentamento com o contingenciamento de recursos de ciência e tecnologia e afirmou que o Brasil precisa mais que dobrar os investimentos do setor. Ele afirmou que "os burocratas de nosso País não sabem que um trabalho de pesquisa não pode ter interrupção"

"Temos três ilhas de competência no País, que são a Petrobras, a Embraer e a Embrapa", constatou Piau, para em seguida afirmar que isso é pouco e, só competência, não basta: "só com investimentos em ciência, tecnologia e pesquisa poderemos avançar". De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, o Brasil aplica no setor apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB), quando, em sua avaliação, seriam necessários, pelo menos 2,5%.

Piau delineou um quadro comparativo. Alertou que o fosso de conhecimento entre o Brasil e os países desenvolvidos -- e até os em desenvolvimento, como a Índia, na área de medicamentos, aumenta a cada dia. Foi enfático ao dizer que o que considera razoável: "o Brasil precisa aumentar 10% de sua aplicação nos próximos nove anos, para alcançarmos o percentual de 2,5%". Lembrou, ainda, que os EUA aplicam 2,8% do PIB nessa área e, mesmo em plena crise financeira, contingenciaram recursos de vários setores, menos de ciência e tecnologia.

CÓDIGO

O debate e a votação, o quanto antes, do Código de Ciência e Tecnologia foram apontados pelo parlamentar com um desafio. "Essa discussão vai permear todas as instituições públicas e privadas envolvidas no setor", garantiu, ao manifestar a intenção de que sejam realizadas audiências públicas e trazidas à tona não apenas uma compilação de projetos que estão em tramitação na Câmara dos Deputados, mas as bases estruturantes para que a ciência e a tecnologia não sejam algo temporário, mas sim permanente no País.

O diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Hélcio Campos Botelho, anunciou que MAPA, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Embrapa têm projetos para que parlamentares aloquem recursos do projeto de Lei Orçamentária para pesquisa e inovação.

SUSTENTABILIDADE

O diretor da Embrapa, Maurício Lopes, também evidenciou a necessidade de políticas públicas adequadas para o setor. Ao mesmo tempo em que situou os avanços substanciais ao longo das últimas décadas, onde a agricultura brasileira -- tropical e subtropical -- construiu uma das maiores revoluções no globo, disse que agora é preciso "trazer nossa agricultura para o centro da agricultura sustentável, da agricultura verde".

Para Lopes, o desafio atual é levar tecnologia, informação e capacitação a um grande contingente de pequenos agricultores e aos que fazem a agricultura familiar. "Temos uma agricultura pujante, que se projeta no cenário internacional, que se tornou grande exportadora de alimentos. Mas, temos também muitos agricultores pobres, que vivem à margem do mercado", afirmou, ao enfatizar que são esses os que precisam de mais suporte.

Na mesma sintonia, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Argileu Martins da Silva, disse que não existe desenvolvimento sem conhecimento. E, a coordenadora de Gestão tecnológica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Eliana Azambuja, ressaltou a necessidade de levar a academia para as empresas.

O seminário conta com o apoio das Frentes Parlamentares da Pesquisa e Inovação e da Assistência Técnica e Extensão Rural. A realização envolve Embrapa, Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa) e Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).

FONTE

Embrapa
Mônica Silveira - Jornalista

Com informações da Agência Câmara

Mais da metade das famílias convocadas ainda não atualizaram cadastro do Bolsa Família

Da Agência Brasil


Brasília – Mais de 800 mil famílias, de um total de 1,3 milhão convocadas, ainda não se apresentaram para o recadastramento obrigatório do Programa Bolsa Família. O prazo vai até o dia 31 de outubro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a partir dessa data, as famílias que não tiverem atualizado os dados terão o benefício bloqueado. Caso não haja procura até o dia 31 de dezembro, as famílias serão excluídas do programa e o benefício será cancelado.

A atualização cadastral é feita a cada dois anos e permite que os gestores conheçam melhor a situação das famílias, reforçando o foco do programa e fazendo com que os benefícios cheguem a quem de fato necessita.

Para o recadastramento é necessário se apresentar no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município, com o CPF e título de eleitor em mãos. Caso haja registro de nascimento ou morte na família, é preciso levar as certidões. Em caso de mudança de endereço, é necessário apresentar um novo comprovante de residência.

Segundo o ministério, as pessoas que devem fazer o recadastramento estão sendo avisadas. “As famílias devem verificar no extrato que elas recebem quando sacam o beneficio, se tem uma mensagem, convocando-as para a revisão cadastral”, disse o coordenador de logística do Bolsa Família, Gustavo Camilo, ao Programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O Bolsa Família é resultado da junção de vários programas do governo federal. O programa atende atualmente 12,8 milhões de família e transfere, todo mês, cerca de R$ 1,2 bilhão para a população com renda per capita mensal de até R$ 140.



Edição: Lílian Beraldo

Potencial do uso da parte aérea da mandioca na alimentação de tilápias

A ração é um dos itens mais representativos para determinação do custo total de produção na piscicultura. Com os sucessivos aumentos dos alimentos convencionais utilizados para a fabricação de ração para peixes, subprodutos e coprodutos da agroindústria podem ser uma alternativa para diminuir o preço deste insumo.

No entanto, para que o alimento alternativo apresente potencial de utilização é necessário que apresente baixo custo, volume de produção, disponibilidade regional, e que não prejudique o desempenho do animal. Nesse último caso é recomendável o amplo conhecimento das características nutricionais, aproveitamento de nutrientes e outros fatores presentes no alimento que possam interferir no desempenho animal.

O Brasil é um grande produtor de mandioca, com o cultivo distribuído de Norte a Sul. Além da característica nutricional, como reconhecida fonte de alimento humano e animal, a mandioca apresenta grande importância econômica e social em muitas regiões. Para alimentação animal, alguns subprodutos do processamento da raiz, tais como raspa, casca, apara, farelo de varredura, além da parte aérea são utilizados principalmente para alimentação de bovinos e caprinos em diversas propriedades rurais.

Apesar da parte aérea apresentar alto teor protéico, alguns compostos presentes principalmente na folha, desencadeiam a formação de ácido cianídrico que é tóxico ao animal e, portanto, este material deve ser processado de maneira adequada. A secagem é uma forma simples e eficiente de eliminar a toxidez e pode ser facilmente aplicada nas propriedades rurais, tanto diretamente ao sol, quanto à sombra.
Apesar de existirem algumas recomendações do uso da parte aérea da mandioca para ruminantes, poucas informações com embasamento científico estão disponíveis para peixes. Considerando essas questões, pesquisas foram conduzidas no Laboratório de Piscicultura da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS) com a finalidade de avaliar a secagem da parte aérea da mandioca e identificar o melhor processamento do ponto de vista prático, aliando o melhor aproveitamento do conteúdo nutricional para tilápias.

Resultados preliminares indicam que a secagem à sombra foi eficiente para reduzir os compostos tóxicos e melhorar o aproveitamento da parte aérea. Além disso, é possível substituir parte do farelo de soja pela parte aérea da mandioca sem interferências no desempenho da tilápia, o que geraria uma redução de custo da ração.

Contudo, a validação dos resultados a campo, assim como aprimoramentos no processo de obtenção e secagem, ainda são necessários para utilização em escala comercial, no entanto, os resultados experimentais já demonstram o alto potencial de uso da parte aérea da mandioca para alimentação da tilápia e de outras espécies.

AUTORIA

Hamilton Hisano
Zootecnista
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste
E-mail: hhisano@cpao.embrapa.br

Programa de revitalização do São Francisco usa tecnologias sociais

A Bacia hidrográfica do rio São Francisco representa dois terços da disponibilidade de água doce do Nordeste e estava sob ameaça por conta da poluição, do assoreamento, da perda de matas ciliares e da erosão das margens. Além de obras tradicionais como dragagem dos bancos de areia e construção de rede de esgotos, a solução para os problemas da população ribeirinha tem usado intensivamente tecnologias sociais, como as cisternas para água de beber e as de calçada, para a produção rural. São usadas tecnologias como as barraginhas para controlar a erosão e reter água à montante para a produção rural de agricultores familiares.

Para a recuperação das margens está sendo desenvolvida uma tecnologia nova na região de Barra (BA). São três quilômetros de um protótipo ambiental, concebido por cientistas brasileiros, que inclui a defesa do solo no estágio atual, pela implantação de mantas de fibra vegetais para fixar o aluvião, combinado ao plantio de espécies nativas de árvores e de gramíneas, para assegurar a recuperação perene da antiga paisagem.

PLANEJAMENTO

O Programa de Revitalização do Rio São Francisco, iniciado em 2004, foi concebido com prazo de 20 anos para conclusão, de acordo com o diretor de Revitalização de Bacias, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Renato Ferreira. O programa conta com a participação dos três níveis de governo e da sociedade civil, e foi incluído nos Planejamentos Plurianuais de 2004-2007, 2008-2011 e 2012-2015.

O conjunto de ações tem sido colocado em prática pelos estados e municípios e os ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente, da Cultura, das Cidades e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

INTERLIGAÇÃO

A revitalização acontece ao mesmo tempo em que são feitos dois canais que levarão água para as cidades do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, e parte de Pernambuco. Está prevista a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o que equivale a 1,4% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850m³/s) no trecho do rio onde ocorrerá a captação.

Segundo o Atlas da Agência Nacional de Águas (ANA), o Projeto São Francisco permitirá ganhos de eficiência, inclusive na economia de energia elétrica necessária para bombear água nas adutoras. Para o estudo, a interligação da bacia do São Francisco com os rios do Nordeste setentrional amplia o potencial de outros projetos, como as cisternas, poços, barragens enterradas e outras ações importantes para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco tem 700 km de extensão. É dividido em 14 lotes de obras e mais dois canais de aproximação, executados pelo Exército. Atualmente, o Eixo Leste, de 287 km e que levará água a Pernambuco e Paraíba, está com 70% das obras concluídas. O Eixo Norte, com 426 km de comprimento, está com 45% executado e beneficiará Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez um Inventário do Patrimônio Cultural da Calha do Rio São Francisco, que revelou a força do patrimônio imaterial, linguístico e das manifestações culturais da bacia. Além da cultura das populações locais, foram identificados mais de 200 sítios arqueológicos na chamada Província Cárstica de Arcos-Pains-Doresópolis, em Minas Gerais.

Cerca de 50 rádios (algumas comunitárias e a maioria comerciais) estão ligadas em uma rede que contribui com o MMA com notícias para toda a bacia. Em Barreiras (BA), por exemplo, radialistas criaram "econovelas" e conquistaram tanta audiência e participação dos ouvintes na programação sobre meio ambiente que acabaram se envolvendo na realização do I Congresso de Educação Ambiental da Bacia do Rio Grande (afluente do São Francisco), para debater sobre desenvolvimento sustentável.

No trajeto do rio estão áreas de Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga - biomas habitados por populações urbanas de grandes metrópoles, por indígenas, ribeirinhos e quilombolas, com diferentes culturas. Para fazer o planejamento, foi formulado o Zoneamento Ecológico-Econômico da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O documento apoia a tomada de decisão por parte dos gestores do programa.

FONTE

Em Questão

Programa de revitalização do São Francisco usa tecnologias sociais

A Bacia hidrográfica do rio São Francisco representa dois terços da disponibilidade de água doce do Nordeste e estava sob ameaça por conta da poluição, do assoreamento, da perda de matas ciliares e da erosão das margens. Além de obras tradicionais como dragagem dos bancos de areia e construção de rede de esgotos, a solução para os problemas da população ribeirinha tem usado intensivamente tecnologias sociais, como as cisternas para água de beber e as de calçada, para a produção rural. São usadas tecnologias como as barraginhas para controlar a erosão e reter água à montante para a produção rural de agricultores familiares.

Para a recuperação das margens está sendo desenvolvida uma tecnologia nova na região de Barra (BA). São três quilômetros de um protótipo ambiental, concebido por cientistas brasileiros, que inclui a defesa do solo no estágio atual, pela implantação de mantas de fibra vegetais para fixar o aluvião, combinado ao plantio de espécies nativas de árvores e de gramíneas, para assegurar a recuperação perene da antiga paisagem.

PLANEJAMENTO

O Programa de Revitalização do Rio São Francisco, iniciado em 2004, foi concebido com prazo de 20 anos para conclusão, de acordo com o diretor de Revitalização de Bacias, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Renato Ferreira. O programa conta com a participação dos três níveis de governo e da sociedade civil, e foi incluído nos Planejamentos Plurianuais de 2004-2007, 2008-2011 e 2012-2015.

O conjunto de ações tem sido colocado em prática pelos estados e municípios e os ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente, da Cultura, das Cidades e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

INTERLIGAÇÃO

A revitalização acontece ao mesmo tempo em que são feitos dois canais que levarão água para as cidades do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, e parte de Pernambuco. Está prevista a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o que equivale a 1,4% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850m³/s) no trecho do rio onde ocorrerá a captação.

Segundo o Atlas da Agência Nacional de Águas (ANA), o Projeto São Francisco permitirá ganhos de eficiência, inclusive na economia de energia elétrica necessária para bombear água nas adutoras. Para o estudo, a interligação da bacia do São Francisco com os rios do Nordeste setentrional amplia o potencial de outros projetos, como as cisternas, poços, barragens enterradas e outras ações importantes para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco tem 700 km de extensão. É dividido em 14 lotes de obras e mais dois canais de aproximação, executados pelo Exército. Atualmente, o Eixo Leste, de 287 km e que levará água a Pernambuco e Paraíba, está com 70% das obras concluídas. O Eixo Norte, com 426 km de comprimento, está com 45% executado e beneficiará Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez um Inventário do Patrimônio Cultural da Calha do Rio São Francisco, que revelou a força do patrimônio imaterial, linguístico e das manifestações culturais da bacia. Além da cultura das populações locais, foram identificados mais de 200 sítios arqueológicos na chamada Província Cárstica de Arcos-Pains-Doresópolis, em Minas Gerais.

Cerca de 50 rádios (algumas comunitárias e a maioria comerciais) estão ligadas em uma rede que contribui com o MMA com notícias para toda a bacia. Em Barreiras (BA), por exemplo, radialistas criaram "econovelas" e conquistaram tanta audiência e participação dos ouvintes na programação sobre meio ambiente que acabaram se envolvendo na realização do I Congresso de Educação Ambiental da Bacia do Rio Grande (afluente do São Francisco), para debater sobre desenvolvimento sustentável.

No trajeto do rio estão áreas de Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga - biomas habitados por populações urbanas de grandes metrópoles, por indígenas, ribeirinhos e quilombolas, com diferentes culturas. Para fazer o planejamento, foi formulado o Zoneamento Ecológico-Econômico da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O documento apoia a tomada de decisão por parte dos gestores do programa.

FONTE

Em Questão

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Brasil elegerá 7,7 mil vereadores a mais em 2012, segundo estudo da CNM

As próximas eleições municipais serão marcadas pelo aumento do número de vereadores no país. Em 2012, o Brasil elegerá 7,7 mil vereadores a mais do que em 2008, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado no dia 3 de outubro de 2011. Ao todo, poderão ser eleitos 59.764 mil vereadores em todo o país. O aumento do número de cadeiras para os legislativos municipais é consequência da aprovação da Emenda Constitucional 58/2008 pelo Congresso.

De acordo com a CNM, 2.153 municípios poderão aumentar o número de vereadores. A entidade fez o levantamento, entre os dias 21 e 28 de setembro, em 1.857 municípios. Esse número corresponde a 87% daqueles que podem eleger mais vereadores em 2012. Conforme a pesquisa, 50,08% do municípios modificaram a lei, o que permite elevar o número de vereadores.

Segundo a CNM, entre os 49,9% dos municípios que ainda não fizeram a alteração, 61,6% pretendem fazê-la. A data limite estabelecida para a mudança na legislação é 30 de junho de 2012.

O município de Conchal (SP) foi o único que não quis elevar o número de cadeiras no legislativo local. A cidade optou por reduzir de 13 para 11 o número de vereadores.

PARA SABER MAIS

Veja aqui a íntegra do estudo divulgado pela CNM.

FONTE

Agência Brasil
Ivan Richard - Repórter
João Carlos Rodrigues - Edição

Comissão da Câmara aprova novas regras para aplicação aérea de agrotóxicos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem (04/10/11) novas regras para a aplicação de agrotóxicos por aeronaves. De acordo com a proposta (PL 740/03) do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), os agrotóxicos só poderão ser aplicados por via aérea se o desvio do produto para áreas próximas não causar perda ou dano a plantações, a animais terrestres ou aquáticos, a áreas de proteção ambiental ou de preservação permanente, e à saúde da população.

O projeto também proíbe a aplicação aérea de agrotóxicos que tenham em sua composição química o ácido 2,4-D (diclorofenoxiacético). Segundo Dr. Rosinha, há indícios de que o produto seja cancerígeno. Esse foi o ponto mais debatido na comissão, uma vez que o produto é usado em grandes áreas de plantio, principalmente em soja. "Em nosso estado, a aplicação do 2,4-D garante o plantio econômico de soja, e muitos agricultores seriam prejudicados com a proibição, porque a pulverização por avião é muito mais barata que por trator. Com a tecnologia atual, há controle total", contra-argumentou o deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS).

O relator na CCJ, deputado Vilson Covatti (PP-RS), apresentou parecer contrário à proposta, argumentando que todas as precauções que constam do texto já existem na Lei de Agrotóxicos e nas regulações da aviação agrícola, feita por portarias e normas ministeriais. "A simples proibição do 2,4-D não vai resolver, porque o problema decorre do descumprimento das normas de sua aplicação, e não do instrumento ou do produto", disse.

O parecer de Covatti, no entanto, foi derrotado, e a comissão adotou o parecer do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), para quem a colocação em leis de normas já existentes, como portarias, não prejudica projetos de lei. "Hoje, a aplicação de 2,4-D por aeronaves já é ilegal por força de instruções normativas, logo não seria inconstitucional aprovar uma lei que garanta essa medida", destacou Dr. Rosinha.

TRAMITAÇÃO

Duas comissões tiveram pareceres contrários sobre a proposta. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou o projeto sem a proibição do ácido 2,4-D, enquanto a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável frisou que a proibição é essencial. Por essa razão, o projeto, que tramitava em caráter conclusivo, ainda será analisado pelo Plenário da Câmara.

FONTE

Agência Câmara
Reportagem -- Marcello Larcher
Edição -- Marcelo Oliveira

Coligações serão proibidas em

Elas serão permitidas apenas em eleições para presidente, senador, governador e prefeito

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado confirmou hoje - por 14 votos a 3 - a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que proíbe as coligações nas eleições proporcionais. Relatado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o texto já tinha sido examinado pela CCJ, mas teve de ser revisto porque recebeu emendas no plenário. Pela proposta, as coligações serão permitidas unicamente na eleição de presidente da República, senadores, governadores e prefeitos.

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Tidas como uma aberração pela maior parte dos parlamentares, são as coligações proporcionais que permitem que um deputado bem votado "puxe" para a Câmara candidatos sem representatividade, sem chance de se eleger com os próprios votos. Os dois exemplos mais notórios são os do ex-deputado Enéas Carneiro (PR-SP) e o atual deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), eleitos com mais de um milhão de votos, que favoreceram candidatos coligados inexpressivos, sem eleitorado suficiente para ocupar um mandato parlamentar.

Preocupado com o futuro de seu partido, o líder do PCdoB, senador Inácio Arruda (CE), apresentou voto separado tentando derrubar a proibição. Se a decisão for aprovada nas duas Casas e virar lei, o PCdoB ficará impedido de se coligar com o PT ou outros partidos maiores para eleger deputados e vereadores. Arruda chamou o fim das coligações proporcionais de "coisa estranha", que no seu entender dificultará o processo político democrático.

- Isso é reacionário, não ajuda o país.

O relator Valdir Raupp rebateu, lembrando que a proibição fortalecerá os partidos políticos, "acabando com esse negócio de se encostar numa coligação para se eleger". Os dois outros votos contrários à proibição são dos senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).