quinta-feira, 10 de março de 2011

IBGE prevê para este ano safra 1,2% maior do que a de 2010

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ano de 2011 poderá ter uma safra de grãos 1,2% maior do que a de 2010, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão feita em fevereiro para 2011 é 151,2 milhões de toneladas de grãos, superior à safra recorde de 149,5 milhões de toneladas de 2010.

A previsão feita em fevereiro também é 3,0% superior à de janeiro, quando havia sido estimada uma safra de 146,8 milhões de toneladas para este ano. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola é uma estimativa para a safra anual, atualizada mensalmente.

Na previsão de fevereiro, há uma previsão de aumento de 3,3% da área colhida em 2011, em relação à de 2010. Entre as três principais culturas, a de arroz deve ter aumento de produção de 12,7%, a de soja, um crescimento de 0,7%, e a de milho, uma redução de 1,6%. Como a estimativa foi feita em fevereiro, ainda não estão estimadas as perdas nas lavouras de soja, devido às chuvas dos últimos dias, na Região Centro-Oeste.

Edição: Juliana Andrade

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ano de 2011 poderá ter uma safra de grãos 1,2% maior do que a de 2010, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão feita em fevereiro para 2011 é 151,2 milhões de toneladas de grãos, superior à safra recorde de 149,5 milhões de toneladas de 2010.

A previsão feita em fevereiro também é 3,0% superior à de janeiro, quando havia sido estimada uma safra de 146,8 milhões de toneladas para este ano. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola é uma estimativa para a safra anual, atualizada mensalmente.

Na previsão de fevereiro, há uma previsão de aumento de 3,3% da área colhida em 2011, em relação à de 2010. Entre as três principais culturas, a de arroz deve ter aumento de produção de 12,7%, a de soja, um crescimento de 0,7%, e a de milho, uma redução de 1,6%. Como a estimativa foi feita em fevereiro, ainda não estão estimadas as perdas nas lavouras de soja, devido às chuvas dos últimos dias, na Região Centro-Oeste.

Edição: Juliana Andrade

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nasa adverte que os polos estão derretendo mais rápido que o previsto

Camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa, o que deve elevar o nível dos oceanos muito antes do previsto

Camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa, o que deve elevar o nível dos oceanos muito antes do previstoWASHINGTON - As camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa a um ritmo mais acelerado que os prognósticos feitos até agora, o que repercutirá na alta do nível dos oceanos, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira pela Nasa.
Eric Rignot/Nasa/Efe
Eric Rignot/Nasa/Efe
Nasa alerta para derretimento de geleiras

Os resultados do estudo sugerem que as camadas de gelo estão derretendo mais rápido que as geleiras das montanha e serão o principal fator de contribuição para uma alta global do nível dos oceanos, muito antes do previsto.

Como exemplo, em 2006 os polos perderam uma massa combinada de 475 gigatoneladas ao ano em média, uma quantidade suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 milímetros ao ano frente as 402 gigatoneladas que as geleiras da montanha perdem em média.

A Nasa analisou dados de seus satélites entre 1992 e 2009 e descobriu que a cada ano durante o curso do estudo as camadas de gelo dos polos perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais que no ano anterior.

"Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha", assinalou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia.

"O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo", advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório da propulsão do jato (JPL) da Nasa.

As medições realizadas indicam que se "as tendências atuais continuarem é provável que o aumento do nível do mar seja significativamente maior que os níveis projetados pelo Grupo Intergovernamental de Analistas sobre a Mudança Climática em 2007", acrescentou.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preços de alimentos são recordes, mostra FAO

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Depois de sofrer aumento pela oitava vez consecutiva, os preços globais dos alimentos alcançaram nível recorde em fevereiro, segundo comunicado divulgado hoje (3) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O índice da FAO que mede o preço mundial dos alimentos registrou 236 pontos em fevereiro. Com uma elevação de 2,2% em comparação ao mês de janeiro, o valor é recorde desde o início da série histórica, em 1990. Com exceção do açúcar, todos os outros grupos de commodities alimentícias apresentaram aumento de preço.

De acordo com a FAO, o índice de preços de cereais subiu 3,7% em fevereiro, chegando a 254 pontos, o nível mais alto desde julho de 2008. Esse índice inclui a cotação de alimentos considerados de primeira necessidade, como arroz, trigo e milho.

Segundo a FAO, picos inesperados do preço do petróleo podem provocar impacto negativo no mercado de alimentos, o que causa incerteza em relação aos preços de plantações prestes a começar.

Edição: Talita Cavalcante

Preços de alimentos são recordes, mostra FAO

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Depois de sofrer aumento pela oitava vez consecutiva, os preços globais dos alimentos alcançaram nível recorde em fevereiro, segundo comunicado divulgado hoje (3) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O índice da FAO que mede o preço mundial dos alimentos registrou 236 pontos em fevereiro. Com uma elevação de 2,2% em comparação ao mês de janeiro, o valor é recorde desde o início da série histórica, em 1990. Com exceção do açúcar, todos os outros grupos de commodities alimentícias apresentaram aumento de preço.

De acordo com a FAO, o índice de preços de cereais subiu 3,7% em fevereiro, chegando a 254 pontos, o nível mais alto desde julho de 2008. Esse índice inclui a cotação de alimentos considerados de primeira necessidade, como arroz, trigo e milho.

Segundo a FAO, picos inesperados do preço do petróleo podem provocar impacto negativo no mercado de alimentos, o que causa incerteza em relação aos preços de plantações prestes a começar.

Edição: Talita Cavalcante

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos

A pesquisadora Lia Giraldo, da Fiocruz, analisa o papel do lobby que transformou o país no principal consumidor de venenos agrícolas

22/02/2011

Raquel Júnia

EPSJV/Fiocruz

A pesquisadora Lia Giraldo explica como os agrotóxicos foram introduzidos no Brasil a ponto de o país ser hoje o campeão mundial no uso de venenos. Lia é pesquisadora do departamento de saúde coletiva, do laboratório Saúde, Ambiente e Trabalho, da Fiocruz Pernambuco. Ela coordena um grupo de pesquisadores responsáveis por revisar os estudos científicos existentes sobre onze agrotóxicos que estão em processo de revisão pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O uso de agrotóxicos no Brasil vem crescendo ano após ano. O país lidera o ranking dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Por que consumimos tanto veneno?

Desde a década de 70, exatamente no ano de 1976, o governo criou um plano nacional de defensivos agrícolas. Dentro do modelo da Revolução Verde os países produtores desses agroquímicos pressionaram os governos, através das agências internacionais, para facilitar a entrada desse pacote tecnológico. Em 1976, o Brasil criou uma lei do plano nacional de defensivos agrícolas na qual condiciona o crédito rural ao uso de agrotóxicos. Assim, parte desse recurso captado deveria ser utilizada em compra de agrotóxicos, que eles chamavam, com um eufemismo, de defensivos agrícolas. Então, com isso, os agricultores foram praticamente obrigados a adquirir esse pacote tecnológico. E também com muita rapidez foi formatado um modelo tecnológico de produção que ficou dependente desses insumos, e isso aliado ainda a uma concentração de terras, mecanização, com a utilização de muito menos mão de obra. Tivemos um grande êxodo rural: de lá para cá o Brasil mudou completamente, era um país rural e virou um país urbano, seguindo um fenômeno que aconteceu também em outros países. Então, o Brasil se rendeu às pressões econômicas internacionais na defesa desse modelo. Depois disso houve muito lobby político, inclusive, tivemos ministro ligado a empresas produtoras de agrotóxicos. E isso fez com que o Brasil não só passasse a ser consumidor, mas também produtor desses produtos. As cinco maiores produtoras de agrotóxicos têm fábricas no Brasil – Basf, Bayer, Syngenta, DuPont e Monsanto. E depois, dentro dessa linha, e associado ao ciclo de algumas monoculturas como a soja, o algodão, o café e a cana de açúcar, esse modelo casou bem com o modelo de produção de monocultura extensiva, demandando cada vez mais terras, cada vez expulsando mais o pessoal do campo para a cidade. Na divisão internacional do capital, o Brasil ficou com esse perfil de exportador de commodities, com um modelo de desenvolvimento baseado no agronegócio e essa é a explicação para sermos os campeões no uso de agrotóxicos.

A pressão para que os agricultores passassem a usar agrotóxicos também foi colocada em prática nos outros países do hemisfério sul?

Sim. Se analisarmos países da América Latina, como a Argentina e o Uruguai, cada um com suas características, perceberemos que isso se repete. Mas no Brasil esse quadro ganha proporções maiores com o nosso gigantismo territorial e também facilidades e estratégias de abertura para o capital externo, com um governo absolutamente permeável. O Brasil estranhamente tem dois ministérios da agricultura, um para o agronegócio, que é o “gordão”, com bastante dinheiro, e outro para a agricultura familiar, que é magrinho e com pouquinho dinheiro. São dois ministérios da agricultura com políticas completamente divergentes. E por onde a bancada ruralista consegue pressionar a Casa Civil? Por dentro. Criaram uma estrutura por dentro do governo, que é o Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento], onde passam os interesses do agronegócio.

E quais são as características desses agrotóxicos hoje. Eles são mais tóxicos do que nos anos 70?

A evolução da toxidade tem mais a ver com a resistência das pragas aos produtos. A motivação da evolução não é para produzir produtos menos tóxicos para a saúde ou o meio ambiente. Mas sim porque a natureza reage e as pragas se tornam mais resistentes, e as empresas são obrigadas a produzir novas moléculas para os agrotóxicos serem efetivos. Isso está aliado também com o aumento da quantidade de uso, porque enquanto eles não conseguem produzir uma nova molécula a qual a praga seja mais sensível, eles aumentam a carga de agrotóxico. Então, existe uma toxidade e um perigo com a introdução de novas moléculas, que são mais tóxicas para os seres vivos, portanto para nós, seres humanos também – para as células, para o DNA, para as estruturas biológicas. Mas também há um grande perigo quando se aumenta a concentração de um produto que está tendo baixa eficácia e se aplica esse produto sozinho ou associado a outro ou a um coquetel de outros produtos tóxicos. Se, aumentando a concentração de determinado produto, ele já começar a ameaçar a saúde pública, esse produto já não pode mais ser usado. Aí inventam uma outra molécula, e assim vai. E como as experiências feitas para o registro são baseadas apenas em efeitos agudos – ou seja, a morte – e não há testes de longo prazo principalmente para a saúde humana, a nova molécula é registrada. Mas uma coisa é ver se um ratinho desenvolve câncer em seis meses ou um ano e outra coisa é uma pessoa ficar exposta durante muitos anos. Então, esses aspectos não são levados em consideração para o registro de novos produtos e, com isso, eles têm conseguido registrá-los, até que nós comecemos a registrar novamente danos à saúde e ao meio ambiente e uma série de efeitos negativos que vão então permitir que a agência reguladora casse o registro ou restrinja os produtos.

E quais as consequências disso para o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores rurais e também para a população de modo geral?

As consequências vistas em estudos experimentais são evidências importantes, mas não são suficientes. Porque pode-se alegar que foi em determinado contexto, que é para uma determinada espécie e não para outra, então cria-se sempre uma flexibilidade na hora de extrapolar os dados para a saúde humana. É muito difícil estabelecer essas regras de consumo e de proteção baseando-se nos parâmetros que são adotados, porque eles são criados justamente para proteger o capital. É necessário, portanto, que tenhamos outros indicadores de vigilância da saúde que não sejam apenas esses restritos a estudos experimentais em animais, mas sim baseados em estudos clínicos e epidemiológicos. Há uma resistência quanto a esses estudos serem internalizados como parâmetros para tomar as decisões de registro ou de captação de uma molécula, porque ou os estudos não existem, ou são muito restritos. O governo, as universidades e mesmo as empresas não incentivam esses estudos e a falta desse tipo de informação é uma política para manter a outra política, porque obviamente favorece a manutenção do modelo. Mas existem muitas evidências de danos dos agrotóxicos à saúde, só que, infelizmente, pelos protocolos que são estabelecidos, esses danos não são reconhecidos para a tomada de decisão. (Publicada no site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz)

Desaparecimento coletivo de abelhas pode ter chegado ao Brasil

Em Santa Catarina, cientistas criaram um grupo para investigar o 'colapso das colmeias'. Várias hipóteses são investigadas: mudanças climáticas, o uso de agrotóxicos, novos tipos de vírus ou parasitas poderiam estar afetando as abelhas.

Ricardo Von Dorff Santo Amaro da Imperatriz, SC


O sumiço das abelhas, que há anos intriga os produtores de mel nos Estados Unidos, pode ter chegado ao Brasil. Em Santa Catarina, cientistas criaram um grupo para investigar o mistério que ficou conhecido como ‘colapso das colmeias’.

Há seis anos, apicultores americanos ficaram intrigados com um fenômeno. As abelhas produtoras de mel estavam sumindo sem deixar vestígios. O problema ficou conhecido como o ‘colapso das colmeias’.

"Nos Estados Unidos, simplesmente as abelhas abandonam as colméias. Não se veem abelhas mortas nessas colmeias. Então, elas abandonam deixando mel, pólen e, às vezes, até as crias", diz a médica veterinária Mara Rúbia Pinto.

Os cientistas investigam várias hipóteses: mudanças climáticas, o uso de agrotóxicos, novos tipos de vírus ou parasitas poderiam estar afetando as abelhas. Até agora, o colapso das colmeias permanece um mistério.

Estaria o mesmo fenômeno se repetindo no Brasil? O fato é que, de meados do ano passado para cá, muitos apicultores de Santa Catarina, o segundo produtor de mel do país, vêm relatando casos e mais casos de colmeias abandonadas pelas abelhas.

Leodete Rohling Pfleger perdeu metade da produção de mel. "Nós tínhamos 65 colméias, eles abandonaram 33. Ficamos só com 32 colmeias. Eu não tenho idéia do que aconteceu. Para mim, é um mistério", diz.

Casos assim levaram os produtores de Santa Catarina a formar uma comissão científica. O primeiro desafio é saber quantos dos 30 mil apicultores foram atingidos.

O sumiço das abelhas afeta não só a produção de mel. Santa Catarina é o maior produtor de maçãs do país. A polinização desses pomares é feita por milhões de abelhas. Hoje, 100 mil colmeias são usadas nessa tarefa. “Noventa por cento da produção de maçã no estado depende diretamente da polinização pelas abelhas domésticas”, afirma Afonso Inácio Orth, professor do departamento de Fitotecnia da UFSC.

A investigação sobre o mistério das abelhas está só começando. "Nós não temos elementos nesse momento para afirmar que os problemas aqui são os mesmos que ocorrem com o colpaso das colônias nos Estados Unidos. É preciso investigar as causas desse desaparecimento no ano passado", explica Orth.

Contag quer que Código Florestal defina melhor tamanho de propriedade da agricultura familiar

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) apresentou hoje (2) aos parlamentares da Câmara um documento com propostas para alterar o projeto de lei do novo Código Florestal Brasileiro, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A principal sugestão de mudança entre as 18 emendas colocadas pela Contag trata da definição da agricultura familiar.

De acordo com o presidente da Contag, Alberto Broch, no relatório apresentado por Aldo Rebelo a agricultura familiar é definida apenas pelas propriedades com área até quatro módulos fiscais, o que poderia beneficiar, além dos pequenos produtores, os grandes agricultores e donos de sítios e chácaras.

“Entendemos que, principalmente, a conceituação da agricultura familiar sendo colocada no novo código vá fortalecer o setor e fazer mais justiça. Entendemos que a grande propriedade, que tem 40, 50, 1.000 hectares de terra, não necessita de ter quatro módulos fiscais que se beneficiariam da flexibilização da legislação ambiental. Acreditamos que toda a diferenciação da legislação seria para as propriedades que se enquadram na lei da agricultura familiar”, argumentou Broch.

Para Rebelo, a reivindicação da Contag já está inserida no seu relatório. Contudo, o comunista prometeu rever os pedidos dos pequenos produtores. “Já incluímos a isenção para a recomposição de reserva legal nos quatro módulos fiscais. O que há é discussão em torno da questão de biomas, como a Amazônia. Isso tudo vamos conversar e buscar soluções”, afirmou.

“A Contag já apresentou algumas sugestões na época da discussão do relatório na comissão especial, algumas foram acolhidas e outras não. É provável que eles estejam retomando as que não foram acolhidas. Agora vamos examinar “, acrescentou Rebelo.

O deputado Celso Maldaner (PMDB-SC) afirmou a necessidade de se encontrar logo um denominador comum para o assunto e votá-lo antes de 11 de junho, quando entram em vigor as determinações do Decreto Presidencial 7.029 de 2009, que instituiu o Programa Federal de Apoio à Regularização Ambiental de Imóveis Rurais, denominado Programa Mais Ambiente.

“Temos pressa e queremos que em março possamos votar as mudanças no Código Florestal Brasileiro que vai beneficiar o setor produtivo, tanto a agricultura familiar quanto os agricultores comerciais”, ressaltou.

Já o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, Nilo D'Avila, diz que é preciso analisar as mudanças no Código Florestal sem pressa. Para ele, as sugestões apresentadas pela Contag significariam melhoras ao relatório apresentado por Aldo Rebelo.

“Se é para ter tratamento diferenciado no que diz respeito à área consolidada, melhor que seja para os agricultores da agricultura familiar”, afirmou. Segundo D'Avila, se continuar da forma como está, os grande produtores receberiam os mesmos benefícios concedidos à agricultura familiar.

Edição: Talita Cavalcante

terça-feira, 1 de março de 2011

Entrega da declaração do Imposto de Renda 2011 começa hoje

O prazo para a entrega da Declaração Imposto de Renda Pessoa Física 2011 começa hoje (01/03/141), às 8 horas. Está obrigado a declarar o contribuinte que, no ano passado, recebeu rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 22.487,25. O programa gerador da declaração na internet deverá ser liberado neste mesmo horário na página da Receita Federal na internet. Este ano não poderá mais ser usado o formulário de papel. Para facilitar o preenchimento, o programa gerador da declaração na internet foi reformulado. O software pode ser usado em vários sistemas operacionais, incluindo os considerados livres como o Linux.



A Receita estima receber este ano 24 milhões de declarações até 29 de abril, quando finaliza o prazo. É praticamente o mesmo volume de 2010 e 2009 devido a mudanças implementadas pelo Fisco, como a desoneração dos contribuintes que tinham patrimônio entre R$ 80 mil e R$ 300 mil e o fim da obrigatoriedade para quem preenchia o formulário apenas por ter sido sócio de empresa. Em 2010, o valor que tornava obrigatório a declaração era R$ 17.215,08. Também está obrigado a declarar o contribuinte que teve receita com atividade rural superior a R$ 112.436,25, contra os R$ 86.075,40 do ano anterior.

Quem optar pelo desconto simplificado em substituição às deduções previstas na legislação tributária pelo desconto de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$ 13.317,09, também deve declarar. Em 2010, esse valor era de R$ 12.743,63. Além dessas, o contribuinte poderá deduzir por dependente R$ 1.808,28, R$ 2.830,84 com educação e R$ 810,60 com a contribuição previdenciária do emprego doméstico.

Se após enviar o documento o contribuinte quiser consultar sua situação fiscal para identificar eventuais pendências, a Receita permite a verificação e a correção online dos extratos das declarações do IR. Para ter acesso, basta acessar esta página.

FONTE

Em Questão

Bancos fecham no carnaval e reabrem só na Quarta-Feira de Cinzas

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) comunicou hoje (1º) ao mercado financeiro que as agências bancárias estarão fechadas nos dias 7 e 8 da semana que vem, por causa do carnaval. A exemplo de anos anteriores, as agências só abrirão para atendimento público ao meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas (9).

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, dentre outras) e os carnês que vencerem durante o carnaval poderão ser pagos no dia 9, sem incidência de multa. Os tributos federais, estaduais e municipais normalmente já vêm com a data ajustada pelo calendário de feriados.

A Febraban lembra ainda que os clientes podem agendar os pagamentos nos caixas automáticos e equipamentos de autoatendimento, bem como nos correspondentes bancários como lotéricas, Correios e outros estabelecimentos comerciais.

Edição: Lana Cristina

Cai confiança da população na Justiça, aponta FGV

Vinicius Konchinski

Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A confiança da população na Justiça do país caiu nos últimos três meses de 2010, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Justiça (ICJBrasil), elaborado pela Faculdade de Direito de São Paulo da instituição, ficou em 4,2 pontos no último trimestre do ano passado. No trimestre anterior, o índice havia apresentado 4,4 pontos.

O ICJBrasil monitora a confiança na Justiça desde 2009. Para o cálculo do índice, que varia de 0 a 10 pontos, foram entrevistados 1.570 cidadãos em Minas Gerais, Pernambuco, no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

Minas Gerais foi o estado com maior confiança na Justiça (4,4 pontos). Já Pernambuco foi o estado com o menor índice (4,1 pontos).

Ainda segundo a pesquisa da FGV, de todos os entrevistados, 46% informaram já ter recorrido à Justiça ou ter alguém que mora em seu domicílio que o fez. Entretanto, 64% dos entrevistados disseram que a Justiça é pouco ou nada honesta.

O levantamento aponta ainda que 78% consideram o acesso à Justiça caro. Já 59% acham que a Justiça recebe influência política.

Edição: João Carlos Rodrigues