sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CONSUMO DE PEIXE BATEU RECORDE.


O consumo médio de pescados por pessoa alcançou a média de 17kg, segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Apesar da aquacultura estar em rumo para superar a pesca de captura com a principal fonte de peixes, com sua produção crescendo quase 7% ao ano, a publicação destacou que o estado das populações de peixes não melhorou.

A produção mundial de peixes e seus derivados subiu de 142 milhões de toneladas em 2008 para 145 milhões no ano seguinte.

A população nunca comeu tanto peixe e cada vez mais pessoas estão empregadas ou dependem do setor pesqueiro/aquicultor. Em geral, a pesca e a aquicultura figuram como a parte mais importante da subsistência de um número estimado em 540 milhões de pessoas, 8% da população mundial. O relatório da FAO analisa os crescentes esforços legais para controles mais rígidos sobre o setor pesqueiro como, por exemplo, através de medidas de comércio e contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

A crescente demanda por peixes destaca a necessidade de uma gestão sustentável dos recursos aquáticos. O relatório recomenda uma abordagem ecossistêmica da pesca, que é uma abordagem integrada para o balanceamento de objetivos sociais com o estado da atividade pesqueira e seu ambiente natural e humano. fonte: eco.com

Fonte: Blog Castelo Morais


Governo do Rio Grande do Sul assegura medidas para produtores de arroz


O Governo Federal atenderá as reivindicações do setor orizícola gaúcho com a realização de leilões para escoamento e aquisição direta de 1,78 milhão de toneladas de grãos, medida que irá beneficiar diretamente os produtores de arroz do Rio Grande do Sul. A decisão foi da presidente, Dilma Rousseff, em resposta ao pedido encaminhado pelo Governo do Estado e comunicada na tarde de ontem (03/02/11), pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao governador Tarso Genro, durante encontro no Palácio Piratini.



Deste total, serão comprados por Aquisição do Governo Federal (AGF) 360 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de feijão. Também serão realizados leilões do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) de 1,02 milhão de toneladas de arroz e 300 mil toneladas de feijão. "A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff e mostra a preocupação do Governo Federal em garantir uma política agrícola que ajude os produtores", afirmou o ministro.

MOVIMENTO REÚNE SC E RS NA DEFESA DA CULTURA DO ARROZ

O excesso de arroz no mercado brasileiro está achatando os preços pagos aos rizicultores. Ainda há estoques relativamente elevados nos armazéns do governo e do setor privado e a colheita da nova safra de arroz inicia no fim deste mês de fevereiro. O preço da saca já caiu 8% somente neste ano. Preocupada com essa situação, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) reúne-se com sua co-irmã gaúcha, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Camaquã (RS) no dia 9 de fevereiro de 2011 para definir estratégias conjuntas.

"Vamos discutir as alternativas para evitar mais prejuízos aos produtores rurais", antecipa o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, que se reuniu neste início do mês, na sede da Faesc, com um grupo de lideranças do sul do Estado, capitaneadas pelo presidente do Sindicato Rural de Jaguaruna, Rui Geraldino Fernandes e pelo presidente da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro), Dionísio Bressan Lemos. O objetivo do encontro foi analisar os problemas do setor e definir ações.

A importação de 1 milhão de toneladas de arroz dos países do Mercosul estaria agravando esse quadro de superoferta. Como reflexo dessa situação, o mercado está pagando de R$ 20,00 a R$ 23,00 a saca de arroz, valor abaixo do preço mínimo fixado pelo governo, de R$ 25,80.

O Brasil cultiva 2,9 milhões de hectares e produz 12,6 milhões de toneladas de grãos, sendo que os dois maiores produtores são Rio Grande do Sul, que responde por 60,9% e, Santa Catarina, por 8,4% da produção nacional. A proximidade geográfica e a afinidade econômica fazem com que os dois Estados atuem de forma coordenada na questão do arroz já que representam 70% da oferta nacional.

Pedrozo antecipou que as entidades do agronegócio programarão um grande ato de abertura da safra nos dias 24, 25 ou 26 com a presença da presidente Dilma Rousseff, ocasião em que entregarão uma pauta de reivindicações, pedindo medidas para reequilibrar o mercado brasileiro de arroz.

A Faesc adotou uma linha de reação junto aos parlamentares federais e aos ministérios da Fazenda e da Agricultura: quer a retomada dos contratos de opção ou reajuste do preço mínimo do arroz próximo aos R$ 30,00 a saca de 50 kg.

A Federação cobrará apoio aos arrozeiros, lembrando que as distorções econômicas do arroz irão se transformar em problemas sociais muito em breve.

MERCADO

O mercado do arroz é complicado e restrito. Não se trata propriamente de um commodity e os países de grande consumo (como os asiáticos) são, também, grandes produtores. São poucas as opções de transformação do arroz em outros produtos, o que limita sua industrialização. O arroz é a principal fonte de renda de 8.000 produtores catarinenses, gerando mais de 50.000 empregos diretos e indiretos. O Estado cultiva 150,5 mil hectares e produz 1 milhão e 39 mil toneladas/ano em 60 municípios do Sul, Vale do Itajaí e Norte catarinense.

FONTES Notícias do Piratini

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Parceria com fornecedoras de ração facilita compras de piscicultores

Sebrae no Piauí e entidade empresarial estimulam associativismo nos produtores do estado

Nina Werg e Antônia Pessoa

Teresina - As empresas fornecedoras de rações e insumos para peixes continuam estreitando relação comercial com os piscicultores piauienses. A parceria, firmada em 2010, tem objetivo de facilitar a compra conjunta dos produtores. O acordo é incentivado pelo Sebrae no Piauí e pela Associação Piauiense de Piscicultores. Este ano, essa parceria continua de forma mais abrangente. Na primeira compra, em agosto de 2010, foram adquiridas 30 toneladas de ração. Em 2011, o volume deve ser 50% maior.


“A ração é um dos insumos mais caros na produção de peixes. Comprando grandes quantidades, conseguimos menor preço”, afirma o presidente da Associação Piauiense de Piscicultura, Evandro Carneiro de Aragão. Além do preço mais acessível em relação ao da compra individual, a logística representa fator positivo na transação, já que os produtos são entregues na própria fazenda, reduzindo o custo do transporte.

“Permaneceremos incentivando a parceria. Os resultados obtidos servem de exemplo para os piscicultores afiliados a outras associações. A compra coletiva permite que todos possam negociar e sair ganhando. Outra economia proporcionada por essa relação comercial está no frete dos produtos”, assinala o gestor do Projeto de Piscicultura do Sebrae no Piauí, João Pinheiro Junior.

O Sebrae e demais parceiros desenvolvem junto aos envolvidos na piscicultura ações voltadas para o associativismo, empreendedorismo, gestão ambiental, consultorias e cursos tecnológicos. O estímulo ao desenvolvimento da piscicultura extensiva e intensiva, por meio da operacionalização do cultivo de peixes em viveiros escavados e tanques rede, também é incentivada pela instituição no Piauí. Conheça os projetos desenvolvidos pelo Sebrae para Aquicultura e Pesca.

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
Agência Sebrae de Notícias: (86) 3216-1325

sábado, 29 de janeiro de 2011

Anvisa quer obrigar fabricante a apresentar estudos sobre risco de agrotóxico a trabalhador rural

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer tornar obrigatória a apresentação de estudos sobre o risco da exposição de trabalhadores rurais a agrotóxicos para o registro dos produtos no país.

A proposta faz parte da consulta pública aberta no último dia 25 pela Anvisa sobre critérios e exigências para avaliação toxicológica de agrotóxicos.

O registro de agrotóxicos é feito pelo Ministério da Agricultura, que avalia a eficácia do produto. Mas a Anvisa e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) precisam dar aval para que o produto possa ser usado no país.

A Anvisa analisa o impacto do defensivo agrícola na saúde da população e o Ibama, o risco de danos ao meio ambiente. Até março, a agência reguladora vai receber sugestões e críticas sobre a proposta.

Edição: Lana Cristina

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Primeira chamada do ProUni tem mais de 117 mil pré-selecionados

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Educação informou hoje (28) que 117.644 estudantes foram pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nessa etapa, ao todo, foram distribuídas 79.823 bolsas integrais e 37.821 parciais – que cobrem 50% da mensalidade.

Mais de 1 milhão de estudantes se inscreveram para disputar uma das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2011.

Os aprovados devem comparecer às instituições de ensino para onde foram selecionados até o dia 4 de fevereiro para matrícula e comprovação das informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados também está disponível no site do ProUni.

No dia 11 de fevereiro, será divulgada a lista dos pré-selecionados em segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro. Caso ainda haja bolsas disponíveis, o MEC abrirá um novo período de inscrições entre os dias 21 e 24 de fevereiro. Quem já tiver conseguido uma bolsa na primeira etapa não poderá participar da segunda seleção.

Edição: Talita Cavalcante

Mel brasileiro alcança preço recorde e tem saldo positivo na exportação

Preço pago em dezembro de 2010 foi 28% maior em comparação com o mesmo período do ano anterior. Alta é atribuída ao aquecimento do mercado e à redução de estoques

Regina Xeyla


Brasília - As exportações do mel brasileiro fecharam 2010 com aumentos da receita de 54,2% (US$ 5,53 milhões) e do volume de 48,3% (1.650.737/kg), na comparação com novembro do mesmo ano, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Sebrae. O preço médio do produto estabeleceu novo recorde, atingindo US$ 3,35 o kilo. O aumento foi de 8,7% em relação ao valor pago em novembro (US$ 3,22/kg) e de 28% se comparados ao mesmo período do ano anterior (US$ 2,75/kg).

Para Reginaldo Resende, coordenador nacional de Apicultura do Sebrae, o setor poderia ter ganho mais se não fossem três fatores: problemas climáticos, principalmente, seguidos de estoques em baixa e mercados internos e externos aquecidos. “Entramos em 2010 praticamente sem estoques de mel e com um mercado fortemente comprador. Também no ano passado houve estiagem nas regiões Norte e Nordeste e excesso de chuvas no Sul e Sudeste”, lembra.

Compradores

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do mel brasileiro, com um total de US$ 3.941.588, respondendo por mais da metade (71,3%) da receita total das exportações, pagando o melhor preço, US$ 3,35/kg. A Alemanha foi o segundo mercado, com receita de US$ 877.493, o equivalente a 16% das exportações brasileiras, ao preço de US$ 3,33/kg. O Reino Unido absorveu 4,1% (US$ 229.007) das exportações brasileiras de mel, pagando US$ 3,04/kg. Outros países importadores de mel do Brasil foram Canadá, Bélgica, Áustria, Japão, Hong Kong, Taiwan e Peru.

Em relação a produção interna, o Nordeste respondeu sozinho por 41,37% das exportações brasileiras de mel, com US$ 2,29 milhões. O Ceará assumiu a liderança com uma exportação de US$ 1,41 milhão, seguido pelo Rio Grande do Sul, com US$ 1,11 milhão. São Paulo, que vinha liderando o ranking, caiu para o terceiro lugar, com US$ 958,48 mil. Dois estados obtiveram preços acima da média nacional de US$ 3,35/kg: Ceará (US$ 3,92/kg) e Minas Gerais (US$ 3,59/kg). “O melhor preço foi praticado pelo Ceará, provavelmente, por se tratar, em grande parte, de exportação de mel orgânico”, disse Reginaldo Rezende.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7851/ 3243-7852/ 8118-9821/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br

Ministério da Pesca passará um "pente fino" no cadastro de pescadores

A ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvati, anunciou hoje (25) as novas regras para o cadastramento de pescadores artesanais no Registro Geral da Pesca (RGP) e para a concessão de carteiras de pescador profissional. A mudança tem como objetivo atender às exigências estabelecidas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e, também, aumentar o controle dos registros do seguro defeso, recebido por cerca de 470 mil pescadores durante o período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies.

Com o intuito de coibir irregularidades, a ministra disse que já pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) o cruzamento dos dados do seguro defeso com o cadastro do Programa Bolsa Família. “É uma operação de saneamento efetivo, um pente fino no registro e pagamento de benefícios”, disse Ideli Salvati. “Já descobrimos, por exemplo, que na cidade de Salvaterra, no Pará, que tem cerca de 18 mil habitantes, há 11 mil carteirinhas de pescador. É impossível, a não ser que [a população] já nascesse pescando”.

Para corrigir a situação, o Ministério da Pesca e Aquicultura suspendeu a emissão de novas carteiras de pescador até 31 de dezembro de 2011. A renovação do documento, que era feita a cada três anos, terá de ser feita a cada dois anos, e tem como pré-requisito a apresentação da nota fiscal, recibo de vendas ou comprovante de contribuição previdenciária. Para ter direito ao seguro defeso, o pescador também deve declarar que vive exclusivamente da pesca.

Além disso, a ministra anunciou o cancelamento de 13 mil carteiras expedidas há mais de seis meses e que não foram retiradas.

O presidente da Federação de Pesca do Estado de Santa Catarina, Ivo da Silva, disse que concorda com as medidas, mas espera que os representantes da categoria participem das discussões. “Concordamos que seja feito um pente fino, mas queremos nossa participação no processo. Há muita burocracia e, além disso, o governo não fez divulgação nas federações e nas vilas de pescadores sobre quem tinha carteirinha para buscar”, disse Silva.

Autor: Danilo Macedo. Fonte: Jornal do Brasil

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um relatório com informações climáticas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) emitido ontem para a governadora do Estado

Um relatório com informações climáticas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) emitido ontem para a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, confirmou que determinadas regiões sofrerão com uma maior quantidade de chuvas. Durante a tarde já foram verificadas pancadas de chuvas nos municípios de Mossoró, Assu, Carnaubais, Serra do Mel, Upanema, Baraúna, Governador Dix-Sept Rosado, Felipe Guerra e Apodi.
As várias previsões da Emparn mostram que o fenômeno La Niña poderá permanecer até o mês de abril. De acordo com o relatório, essas regiões do Estado receberão maior quantidade de chuvas do que em outras. "Foi feito um prognóstico e já estava previsto que o início desse ano seria chuvoso. Estamos num período de transição do tempo seco para as chuvas", afirmou o meteorologista José Espínola do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). A expectativa é de que o tempo continue assim nos próximos dias.
Já no término do ano passado, especialistas do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), que estiveram reunidos na capital paraibana, afirmam que para 2011 a região semiárida do Nordeste poderia sofrer com chuvas acima da média, impulsionada pela continuidade do fenômeno La Niña, que agora se apresenta com intensidade moderada. A média prevista para o mês de janeiro fica em torno de 52 mm.
De acordo com o meteorologista, a Emparn irá sediar a uma nova reunião de análises climáticas para o semiárido nordestino nos dias 17 e 18 de fevereiro. O objetivo da reunião é finalizar as discussões sobre previsão de chuva para o setor semiárido da região Nordeste do país.

LA NIÑA
La Niña é um fenômeno oceânico-atmosférico que ocorre nas águas do Oceano Pacífico. A principal característica deste fenômeno é o resfriamento (em média de 2 a 3 °C) fora do normal das águas superficiais nestas regiões do oceano Pacífico. Isso provoca aumento das chuvas na região Nordeste do Brasil, entre os meses de dezembro a fevereiro.

fonte: Jornal de Fato

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ninguém vai morar em área de risco porque quer ou porque é burro

As pessoas vão morar numa área de risco porque não têm nenhuma opção para a renda que possuem

14/01/2011

Raquel Rolnik

raquelrolnik.wordpress.com


Na última terça-feira participei do Jornal da TV Cultura, falando sobre o problema das chuvas que atingem várias regiões do nosso país nesta época do ano. Depois da apresentação de uma reportagem que mostrava deslizamentos de encostas e perdas de vidas em várias cidades, a primeira pergunta do apresentador Heródoto Barbeiro foi: “isso tem solução?”

Segue abaixo a minha resposta:

“Tem solução, sim. Evidentemente algumas medidas são paliativas. Há formas de intervenção para melhorar a estabilidade dos terrenos, drenar melhor a água, conter encostas, ou seja, melhorar a condição de segurança e a gestão do lugar para que, mesmo numa situação de risco, se possam evitar mortes.

Mas a questão de fundo é que ninguém vai morar numa área de risco porque quer ou porque é burro. As pessoas vão morar numa área de risco porque não têm nenhuma opção para a renda que possuem. Estamos falando de trabalhadores cujo rendimento não possibilita a compra ou aluguel de uma moradia num local adequado. E isso se repete em todas as cidades e regiões metropolitanas.

Não adiantam nada as obras paliativas aqui e ali se não tocarmos nesse ponto fundamental que é: quais são os locais adequados, ou seja, fora das áreas de risco, que serão abertos ou disponibilizados para que a população de menor renda possa morar?”.

Raquel Rolnik é arquiteta urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas e coordenadora da área de urbanismo do Pólis - Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portaria do Ministério da Agricultura anuncia retirada gradual de agrotóxico do mercado

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O metamidofós, agrotóxico usado nas lavouras brasileiras, principalmente nas de cana-de-açúcar, soja e algodão, vai sair do mercado gradualmente, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria publicada hoje (17) no Diário Oficial da União informa que o uso do produto será proibido a partir de dezembro de 2012.

De acordo com a portaria, em 120 dias estará proibida a importação e produção do inseticida. Sua formulação, no entanto, será permitida por mais um ano e a comercialização, até novembro de 2012. A decisão do governo foi tomada depois que uma reavaliação do agrotóxico, feita pelo ministério, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), constatou que seus benefícios não compensam os riscos à saúde.

Desde 2004, o inseticida foi proibido para pequenas culturas, nas quais é mais comum o uso de aplicador costal, manualmente. “A medida segue uma tendência mundial de suspensão de uso do produto. O governo tem dado prioridade aos defensivos menos tóxicos e que, ao mesmo tempo, sejam eficientes no controle de pragas”, afirmou o coordenador-geral de Agrotóxicos do Mapa, Luís Eduardo Rangel, por meio de nota. Segundo ele, o produtor já pode optar por outros agrotóxicos com a mesma finalidade do metamidofós, autorizados pelos órgãos sanitárias do país.

Atualmente há seis produtos registrados no Mapa com o agrotóxico metamidofós: Metafós, Matamidofós Fersol 600, Metasip, Stron, Stron 600 SL e Tamaron BR. O site do Mapa, na página de consulta de ingrediente ativo, informa que o inseticida é autorizado para as culturas de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, trigo e tomate – no caso deste último, ele é empregado apenas para o tipo rasteiro, com fins industriais.

Ainda de acordo com informações veiculadas no site do ministério, “para todas as culturas, o uso [do inseticida] deverá ser exclusivamente via trator, pivô central ou aérea”.

Edição: João Carlos Rodrigues